ARACAJU — Na última quarta-feira (29), moradores do bairro São Conrado bloquearam a Avenida Etelvino Alves de Lima para protestar contra a falta de água, problema que persiste mesmo com a Iguá Saneamento completando um ano de operação em Sergipe.
- Em resumo: Iguá reconhece falhas e promete normalizar o serviço, mas abastecimento segue irregular em três bairros da capital.
Concessionária acumula protocolos e protestos
Desde que assumiu o sistema de água e esgoto, a companhia coleciona queixas formais, manifestações de rua e questionamentos do Ministério Público Estadual. Em 2023, a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) autorizou o leilão que concedeu à empresa a gestão do serviço por 34 anos, com outorga de R$ 4,5 bilhões.
Além de São Conrado, moradores dos bairros Augusto Franco e Orlando Dantas relatam torneiras secas e prejuízos a salões de beleza, bares, escolas e unidades de saúde.
“Todos os esforços estão sendo adotados para normalizar o fornecimento de água”, informou a Iguá Saneamento, em nota.
“Um fornecimento especial será realizado com o apoio de caminhões-pipa; a prioridade agrega creches, unidades hospitalares, postos de saúde, asilos e demais entidades dessa natureza”, acrescentou a concessionária.
Investimento prometido supera R$ 6 bilhões
No leilão realizado na B3, em São Paulo, a Iguá ofereceu ágio de 122,63 % sobre o valor mínimo e se comprometeu a investir mais de R$ 6 bilhões no período da concessão, com expectativa de gerar 20 mil empregos diretos e indiretos.
O governador Fábio Mitidieri não se pronunciou sobre o novo episódio de desabastecimento. Moradores avisam que podem repetir os bloqueios ainda na primeira semana de maio.
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Crédito da imagem: Reprodução / Jornal do Dia




