Samsung atinge 3 Gb/s em teste de 6G com tecnologia X-MIMO

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A Samsung divulgou ter alcançado taxa de download de 3 Gb/s em um ensaio prático de 6G realizado a céu aberto no campus de pesquisa e desenvolvimento da companhia, em Seul, Coreia do Sul.

Os testes ocorreram em parceria com a operadora sul-coreana KT, responsável pelo ambiente simulado de rede, e com a norte-americana Keysight, que forneceu os instrumentos de medição. A estação-base usada no experimento foi desenvolvida pela própria Samsung e conta com 256 portas digitais.

Faixa de 7 GHz e arquitetura X-MIMO

No ensaio, as empresas exploraram a frequência de 7 GHz, escolhida por oferecer maior largura de banda do que o espectro de 3,5 GHz presente nas atuais redes 5G. A configuração permitiu transmitir, de forma simultânea, oito fluxos de dados entre a estação-base e um dispositivo de usuário.

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Para superar as limitações típicas das ondas de alta frequência — como menor alcance e maior sensibilidade a obstáculos —, o projeto empregou a arquitetura X-MIMO, evolução do Massive Multiple-Input Multiple-Output. O arranjo combina centenas de antenas em um mesmo módulo, aumentando eficiência, cobertura e velocidade.

Segundo a Samsung, a solução conseguiu entregar alcance equiparável ao 5G, mas com ganho expressivo na taxa de transmissão. “Confirmamos o potencial para mais avanços na velocidade de comunicações de próxima geração”, declarou Jeong Jin-guk, chefe do centro de pesquisa de comunicações avançadas da empresa.

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Discussão sobre espectro no Brasil

Enquanto fabricantes e operadoras correm para definir os padrões do 6G, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já debate o uso do espectro no país. A agência pretende publicar em outubro o edital do leilão de frequências, mas enfrenta impasse sobre a faixa de 6 GHz.

A proposta da Anatel divide o espectro: metade para redes móveis e metade para conexões sem fio como Wi-Fi. Já a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) defende dedicar toda a banda aos novos padrões Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7.

O desfecho dessa disputa pode alterar o cronograma de adoção da tecnologia no Brasil e influenciar a própria estratégia das empresas que, como a Samsung, investem em soluções de múltiplas antenas para faixas médias mais amplas.

 

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