Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP em agosto e divulgada nesta semana indica que a digitalização do comércio e dos serviços ainda impede parte da população idosa de consumir. Entre 723 entrevistados com mais de 60 anos no estado de São Paulo, 51% afirmaram ter desistido de entrar em contato com empresas, comprar produtos ou contratar serviços porque o atendimento era oferecido apenas por aplicativo.
Dificuldade de uso e dependência de terceiros
O levantamento mostra que 92% dos participantes já utilizam internet e aplicativos. No entanto, entre aqueles que não conseguiram concluir uma compra ou contratação, 54% apontaram dificuldades para manusear os apps. As principais razões citadas foram falta de conhecimento tecnológico (54%) e complexidade das ferramentas, que muitas vezes exige ajuda de terceiros (46%). O Procon-SP ressalta que os obstáculos aumentam com o avanço da idade e a redução do nível de escolaridade.
Setores que geram mais reclamações
Os serviços apontados como mais difíceis de acessar por meio de aplicativos foram:
- Concessionárias de serviço público (água, luz, gás e telefonia);
- Instituições financeiras (bancos, financeiras e seguradoras);
- Estabelecimentos de saúde (hospitais, consultórios e farmácias).
Mercados, lojas, imobiliárias, serviços de transporte e instituições de ensino também foram mencionados com frequência.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Riscos em compras online
Embora 74% dos idosos recebam ofertas por redes sociais ou telefone, apenas 27% costumam fechar negócio nesses canais. Entre os que realizam compras ou contratações, quase 67% relataram problemas, incluindo golpes. Os principais contratempos foram:
- Empresa inexistente ou “fantasma” (34%);
- Atraso ou não entrega do produto ou serviço (33%);
- Descumprimento do preço anunciado (23%);
- Pagamento não reconhecido pela empresa (3%);
- Indisponibilidade do produto ou serviço (6%).
Quando enfrentam dificuldades, a maioria dos consumidores prefere acionar canais internos das empresas, como gerência, ouvidoria ou SAC, ou recorrer à Justiça e aos órgãos de defesa do consumidor.
O Procon-SP conclui que, apesar do crescente peso econômico do público acima de 60 anos, ainda é necessário que as empresas adotem soluções mais seguras e acessíveis para esse grupo.
Com informações de Tecnoblog
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