Judd Apatow revela em pleno palco que boicotou o Globo de Ouro por 10 anos após derrota para “Perdido em Marte”

Thieryson Santos
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O diretor e roteirista Judd Apatow, conhecido por sucessos como “O Virgem de 40 Anos” (2005) e “Ligeiramente Grávidos” (2007), confessou ao vivo, na noite de domingo, 11, que boicotou o Globo de Ouro durante uma década. A declaração foi feita enquanto ele apresentava a categoria Melhor Direção na 83ª edição da premiação, realizada em Los Angeles.

“Estou muito honrado por entregar este prêmio, principalmente porque acredito que isso significa que também me veem como um dos melhores diretores”, iniciou Apatow, em tom de brincadeira. Em seguida, revelou o motivo do afastamento do evento: “É surpreendente estar aqui, pois boicotei esta cerimônia por cerca de 10 anos, desde que meu filme Descompensada perdeu o prêmio de Melhor Comédia para Perdido em Marte, de Ridley Scott.”

Ironia direcionada a Ridley Scott

Ainda no palco, Apatow ironizou o colega: “Vocês conhecem Ridley Scott, o diretor de comédia favorito dos Estados Unidos, responsável por obras hilariantes como Gladiador (2000), Blade Runner (1982) e Alien, o 8.º Passageiro (1979)”. O comentário relembrou a polêmica de 2016, quando o longa de ficção científica estrelado por Matt Damon concorreu – e venceu – na categoria voltada a comédias ou musicais graças ao tom bem-humorado do protagonista.

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Derrota virou mudança de regra

A repercussão negativa da vitória de “Perdido em Marte” levou a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA) a alterar o regulamento em 2017. Conhecida como “Regra Perdido em Marte”, a cláusula passou a exigir que produções essencialmente dramáticas, ainda que com elementos cômicos, fossem inscritas na categoria Drama.

Noite histórica para o Brasil

A 83ª edição do Globo de Ouro também entrou para a história do cinema brasileiro. O Agente Secreto (2025) conquistou Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, rompendo um intervalo de 27 anos desde “Central do Brasil” (1998). Na mesma noite, Wagner Moura tornou-se o primeiro brasileiro a receber o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama.

A cerimônia coroou ainda Paul Thomas Anderson como Melhor Diretor por “Uma Batalha Após a Outra” (2025). Após anunciar o vencedor, Apatow encerrou sua participação dizendo que deixaria a antiga rixa para trás: “Como exemplo para inspirar os Estados Unidos, começo minha cura agora”.

Com informações de Revista Monet

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Thieryson Santos é advogado com atuação nas áreas cível e trabalhista. Apreciador da cultura pop e das artes, colabora com portais de notícias abordando questões jurídicas, políticas e culturais com linguagem acessível e bem fundamentada. Une o rigor técnico da advocacia à visão ampla do cenário político e social brasileiro.
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