São Paulo – A atriz Jodie Foster, 63 anos, contou em entrevista à revista Variety que uma atitude autoritária num set de filmagem a fez perceber que a fama estava moldando sua personalidade de forma negativa, levando-a a repensar o ritmo de trabalho.
Alerta nos bastidores
Segundo Foster, tudo ficou claro quando, sem motivo, perguntou em tom mandão: “Eu pedi um cappuccino para alguém?”. O episódio, somado a reclamações de 45 minutos sobre assuntos que julgava entender e a ausências em momentos importantes de amigos, acendeu o alerta. “Não mandei carta de condolências quando a mãe dela morreu? Não fui ao casamento dela? Desapareci por quatro meses e esperei que todos fossem meus amigos quando voltei?”, recordou.
Durante a conversa, a vencedora de dois Oscars – por Acusados (1988) e O Silêncio dos Inocentes (1991) – pediu que o repórter registrasse que ela estava “severamente cafeinada”, justificativa para as mudanças de assunto e tentativa de não soar arrogante.
Decisão aos 50 anos
Foster, que ficou conhecida aos 13 pelo papel em Taxi Driver (1976), avaliou seu comportamento ao completar 50 anos e decidiu reduzir a participação em grandes produções. A escolha foi anunciada publicamente no Globo de Ouro de 2013, quando surpreendeu o público ao dizer que pretendia focar em projetos menores e pontuais. “Houve muitos anos em que simplesmente não fui uma boa amiga e estava ocupada me protegendo”, relatou agora à Variety. Ela descreveu o período entre os 50 e 60 anos como “louco”, marcado por questionamentos sobre identidade.
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Trabalhos seletivos
Desde então, a atriz participou de sete produções. Entre elas estão o longa Nyad (2023), que lhe rendeu a quinta indicação ao Oscar quase três décadas após a anterior, e a quarta temporada da série True Detective (2024).
Quase cinco décadas depois de estrear sob os holofotes, Jodie Foster afirma continuar vigilante para não repetir comportamentos que considera típicos de “criaturas de Hollywood”.
Com informações de Revista Monet
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