Em entrevista exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (10), Gilberto Gil falou sobre as diferentes formas de luto que viveu com a perda de dois filhos: o baterista Pedro Gil, morto em 1990, e a cantora Preta Gil, falecida em julho deste ano.
Ao conversar com a jornalista Poliana Abritta, o cantor e compositor lembrou o acidente de carro que vitimou Pedro, então com 19 anos. O jovem músico, que integrava a banda Egotrip, voltava de São Paulo para o Rio de Janeiro quando o veículo capotou na Lagoa Rodrigo de Freitas. “Eu já tinha perdido um filho lá atrás, de uma forma muito trágica”, afirmou Gil. “Os meninos nascem para enterrar a gente. Fica esquisito a gente ter que enterrar os filhos.”
Sobre a morte de Preta Gil, que combatia um câncer havia quase três anos, o artista disse que o tempo de tratamento proporcionou uma espécie de preparação para a despedida. “Com Preta, a gente teve tempo para, de uma certa forma, ir se acostumando com a ideia”, explicou. Segundo o ex-ministro da Cultura, o diagnóstico inicial já indicava “expectativas de cura pequenas”.
Apesar de reconhecer diferenças entre as circunstâncias das duas perdas, Gilberto Gil declarou que continua “naturalmente triste” e agora tenta se habituar à ausência da filha. “Às vezes, os velhos têm a impressão de que os filhos vão enterrá-los, mas, às vezes, não. A gente é que tem que enterrar os filhos”, refletiu.
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Imagem: g1.globo.com
Com informações de G1
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