Durante o Grande Expediente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na terça-feira, 18 de novembro de 2025, o deputado Marcos Oliveira (PL) responsabilizou o governo estadual pela crise hídrica que atinge diversas cidades do interior. O parlamentar afirmou que “não há o que comemorar” enquanto moradores dependem de carros-pipa para suprir necessidades básicas.
Oliveira direcionou críticas ao governador Fábio Mitidieri (PSD) pela concessão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), realizada, segundo ele, “em tempo recorde” e sem o diálogo adequado com a população. Para o deputado, a privatização resultou no desabastecimento atual. “O governador sabia dos problemas e mesmo assim fez sem ouvir, sem as audiências públicas necessárias. Hoje o povo vive um estado de miséria”, declarou.
Cidades afetadas e contas mais caras
O parlamentar citou Porto da Folha, Feira Nova, Itabaiana, Frei Paulo, Areia Branca e Ribeirópolis como alguns dos municípios mais afetados pela falta de água. Ele também denunciou aumento expressivo nas faturas, mesmo em locais sem abastecimento. “Em muitos lugares o valor da conta dobrou. Pessoas que pagavam R$ 150 agora recebem contas de R$ 400, sem água”, afirmou, prometendo orientar moradores a pedir refaturamento e acionar a Justiça, caso necessário.
Oliveira cobrou explicações da empresa Iguá, responsável pelo serviço, exigindo comprovação técnica da água supostamente fornecida. “Não é possível cobrar por água que não chega às torneiras”, disse.
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Críticas a programa itinerante
Além da crise hídrica, o deputado acusou o governo de transformar um programa itinerante em “palanque político”. Segundo ele, a iniciativa reúne correligionários uma vez por mês em diferentes cidades para lançar campanhas e alianças utilizando recursos públicos. “Há servidor recebendo diária enquanto se anunciam chapas”, pontuou.
O parlamentar também criticou parte da imprensa por, segundo ele, “moldar a realidade” e ignorar denúncias. No encerramento, alertou para tentativas de dividir a oposição e manipular narrativas políticas.
Com informações de Assembleia Legislativa de Sergipe
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