A jornalista Amy Wallace, coautora da biografia de Virginia Giuffre, afirmou que a vítima de Jeffrey Epstein optou por não divulgar o nome de um ex-primeiro-ministro que a teria estuprado por temer ser assassinada. A explicação foi dada na noite de terça-feira (28) durante participação no programa “Piers Morgan Uncensored”.
O livro “Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice”, lançado na semana passada, detalha dois encontros em que Giuffre relata ter sido agredida sexualmente pelo político, cuja nacionalidade não é revelada. Segundo Wallace, a decisão de manter o anonimato partiu da própria vítima, morta em abril deste ano aos 41 anos.
Motivos para o silêncio
“Toda vítima calcula o custo de expor um agressor. No caso da Virginia, o preço seria a segurança dela e da família”, disse Wallace. A escritora contou que Giuffre recebeu ameaças diretas e implorou a Jeffrey Epstein que a retirasse do alcance do ex-chefe de governo, descrito por ela como “sádico”.
Mesmo após a morte da autora, a biógrafa descartou revelar o nome do ex-primeiro-ministro. “Ela era mãe e precisava proteger os filhos. Essas crianças ainda estão vivas e continuam vulneráveis”, afirmou, referindo-se aos três filhos que Virginia teve com Robert Giuffre, preso anteriormente por violência doméstica.
Impacto sobre a elite britânica
As revelações contidas na obra já provocaram consequências na monarquia do Reino Unido. Acusado por Giuffre, o príncipe Andrew perdeu seus títulos honoríficos e precisou deixar o Royal Lodge, residência situada no terreno do Castelo de Windsor.
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Histórico de exploração
Virginia Giuffre foi recrutada na adolescência por Ghislaine Maxwell com a promessa de trabalho como massagista. Em vez disso, passou a integrar a rede de exploração sexual mantida por Epstein, condenado em 2008 e morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por novas acusações.
Giuffre morreu em abril de 2025, aos 41 anos. Segundo familiares, ela enfrentava problemas de saúde mental decorrentes dos abusos.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional 24 horas por telefone, no número 188.
Com informações de Revista Monet
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