Ondas de calor crescentes elevam o risco de hipertermia entre trabalhadores e atletas no Brasil. Novos tecidos inteligentes prometem dissipar o calor e proteger quem mais precisa.
O estresse térmico, ou hipertermia, ocorre quando o organismo ultrapassa a temperatura corporal segura de 37°C e perde a capacidade de resfriamento natural. Ondas de calor mais frequentes elevam o risco para profissionais expostos ao sol, atletas e pessoas em ambientes mal ventilados. Nesse cenário, ganham destaque as roupas com tecnologia de resfriamento térmico, desenvolvidas para auxiliar na dissipação do calor e preservar o equilíbrio fisiológico.
Esses tecidos inteligentes combinam fibras sintéticas microperfuradas a minerais incorporados aos fios. O design favorece a rápida evaporação do suor, bloqueia parte da radiação ultravioleta e facilita a troca de calor com o ambiente. Na prática clínica e esportiva, funcionam como barreira preventiva ao reduzir a temperatura superficial da pele em alguns graus, retardando a fadiga e minimizando o risco de colapso metabólico.
Os primeiros sinais de alerta incluem sudorese intensa, tontura e dor de cabeça pulsante. Caso a temperatura continue subindo, a pele pode ficar quente, vermelha e seca, acompanhada de taquicardia, confusão mental e, em situações extremas, convulsões. A identificação precoce desses indícios é determinante para proteger órgãos vitais.
Entre as principais causas, destacam-se exposição prolongada ao sol, atividades físicas extenuantes e ambientes fechados com ventilação inadequada. Idosos, pessoas com obesidade, indivíduos não aclimatados ao calor e usuários de diuréticos ou antidepressivos formam grupos mais suscetíveis, pois apresentam menor eficiência na termorregulação.
O diagnóstico é feito em pronto-atendimento pela medição da temperatura corporal central, frequentemente com termômetro retal, método mais preciso em emergências. Exames de sangue avaliam eletrólitos e marcadores de lesão muscular, enquanto a urina indica o grau de desidratação e a função renal.
O tratamento visa a redução imediata da temperatura e a reposição de fluidos. O paciente deve ser transferido para ambiente climatizado, colocado em repouso e submetido a resfriamento físico com compressas de gelo em axilas e virilhas ou borrifamento de água fria associado à ventilação. Quadros leves permitem hidratação oral com repositores hidroeletrolíticos; situações graves exigem soro intravenoso. Antitérmicos comuns não surtem efeito, pois a causa não é febre infecciosa.
Na prevenção, especialistas recomendam combinar hidratação rigorosa, planejamento de horários de exposição e uso de roupas de resfriamento. Ao afastar rapidamente a umidade da pele e ampliar a área de evaporação, esses tecidos retiram calor do corpo de forma contínua. Para trabalhadores ao ar livre e esportistas, a adoção dessa tecnologia pode reduzir significativamente a incidência de exaustão térmica.
Manter-se bem hidratado, escolher vestuário adequado e reconhecer sinais de alerta são medidas fundamentais para preservar a saúde em dias de temperatura elevada. Diante de sintomas persistentes, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
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