Vorcaro vai para cela especial da PF usada por Bolsonaro

República da Verdade
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Vorcaro – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e determinou sua transferência para a Sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal, espaço que antes abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Condições da nova cela

A Sala de Estado-Maior é, por lei, destinada a autoridades e altas figuras públicas, condição que não se aplica ao banqueiro.

O local disponibiliza televisão, frigobar, armários, cama de casal, ar-condicionado, mesa e banheiro privativo. Até então, Vorcaro estava num alojamento mais simples, separado por uma mureta de concreto do vaso sanitário e do chuveiro.

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Enquanto ficou detido ali, Bolsonaro e familiares chegaram a reclamar do ruído do ar-condicionado. Em 15 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes transferiu o ex-presidente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”.

Passo para a delação premiada

Antes da mudança de cela, Mendonça já havia autorizado que Vorcaro saísse da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF. A remoção ocorreu de helicóptero e coincidiu com a assinatura de um termo de confidencialidade entre o investigado, a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para viabilizar um acordo de delação premiada.

Na nova dependência, o banqueiro fica mais acessível a conversas com investigadores. Ele deverá prestar depoimento apresentando provas ou indicando onde podem ser obtidas. Caberá depois ao relator André Mendonça homologar ou não a colaboração.

Mudança na defesa

Em 13 de março, Vorcaro trocou o advogado Pierpaolo Bottini por José Luís Oliveira Lima, o Dr. Juca, profissional que atua em delações premiadas e também defende o general Walter Braga Netto, condenado a 26 anos de prisão por participação em tentativa de golpe.

Dias após a prisão, o banqueiro já havia sondado a PGR e a PF sobre a possibilidade de acordo; à época, as tratativas estavam em estágio inicial, segundo o portal UOL.

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Liquidação do conglomerado Master

O Banco Central decretou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

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• Banco Master S/A;
• Banco Master de Investimentos S/A;
• Banco Letsbank S/A;
• Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do grupo, também teve o encerramento forçado.

A decisão ocorreu paralelamente à Operação Compliance Zero, lançada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos no Sistema Financeiro Nacional. Vorcaro foi preso em 17 de novembro, solto com tornozeleira eletrônica e voltou à prisão em 4 de março.





As investigações apontam que o Banco Master oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado, assumia riscos excessivos e estruturava operações que inflavam artificialmente o balanço enquanto a liquidez se deteriorava.

Em 17 de janeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou o pagamento de R$ 40,6 bilhões a credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank.

Fonte: Jovem Pan

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