Venezuela sofre dois terremotos seguidos e tem 32 mortos e 700 feridos

Rafael Ramos
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Tremores de 7,2 e 7,5 sacudiram a Venezuela em menos de um minuto. La Guaira foi a região mais destruída. Lula disse estar 'consternado' e acionou o Itamaraty.

Autoridades de vários países reagiram aos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24/06/2026, deixando ao menos 32 mortos e mais de 700 feridos, segundo o último balanço divulgado pelo governo venezuelano. Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram sentidos principalmente na região central do país, com destaque para o Estado de La Guaira, apontado como o mais afetado.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ter recebido a notícia “com grande preocupação e consternação” e informou que o Ministério das Relações Exteriores foi instruído a avaliar, junto à embaixada em Caracas, formas de assistência. Ele também reiterou apoio “ao governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação das áreas atingidas”.

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“Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão”, escreveu Lula na rede social X.

A líder opositora venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, Maria Corina Machado, enviou mensagem de apoio às vítimas, ressaltando a necessidade de força e solidariedade.

“Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com cada lar venezuelano nestas horas de angústia.”

Dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump classificou os abalos sísmicos como “massivos em escala” e afirmou que agências federais foram acionadas para preparar uma resposta rápida de ajuda humanitária.

“Os EUA estão prontos, dispostos e aptos a ajudar”, declarou Trump na Truth Social.

Ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atualmente detido nos EUA, também divulgou mensagem de solidariedade, pedindo “máxima união, máxima solidariedade e máxima ação” para apoiar os esforços de resgate.

Na América do Sul, vários chefes de Estado se pronunciaram. O argentino Javier Milei afirmou que, apesar das diferenças políticas, está disposto a colaborar com assistência humanitária. O equatoriano Daniel Noboa determinou o envio imediato de suprimentos, enquanto o chileno José Antonio Kast colocou equipes de resgate à disposição de Caracas. O panamenho José Raúl Mulino, o salvadorenho Nayib Bukele — que ofereceu 300 socorristas, paramédicos e 50 toneladas de equipamentos — e a costarriquenha Laura Fernández Delgado também ofereceram apoio.

Na Ásia, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi expressou profundo pesar pelas vítimas e disse que a Índia está pronta para prestar assistência. Na Europa, o espanhol Pedro Sánchez e o francês Emmanuel Macron enviaram mensagens de condolências e se colocaram à disposição para contribuir com operações de ajuda.

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, informou que seu país foi solicitado a fornecer equipes especializadas em resgate e saúde. Já Keiko Fujimori, favorita à Presidência do Peru, manifestou solidariedade às famílias venezuelanas afetadas.

Além de suspender aulas e atividades não essenciais do serviço público, Delcy Rodríguez destacou que La Guaira concentra “dezenas de edifícios danificados”, enquanto equipes de resgate continuam procurando sobreviventes entre os escombros. O governo venezuelano ainda não divulgou número oficial de desaparecidos.

As avaliações preliminares apontam que o impacto dos abalos pode aumentar à medida que o acesso a áreas remotas seja restabelecido. Governos estrangeiros aguardam instruções de Caracas para coordenar o envio de suprimentos, pessoal médico e equipes especializadas em busca e salvamento.

Enquanto a comunidade internacional mobiliza recursos, o desafio imediato segue sendo o atendimento de feridos e o abrigo para quem perdeu suas casas. Especialistas alertam para a probabilidade de réplicas, recomendando prudência e protocolos de segurança.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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