A mineradora avaliou retomar ativos vendidos em 2022, mas recuou. Análise técnica e financeira foi concluída sem avanço na negociação com os donos da JBS.
A Vale informou nesta terça-feira, 14/07/2026, que conduziu uma análise preliminar para possível investimento em um ativo de minério de ferro localizado em Corumbá, Mato Grosso do Sul, mas decidiu não avançar com a transação. A confirmação veio por meio de comunicado ao mercado divulgado após a circulação de reportagens apontando supostas tratativas para a recompra do complexo minerador vendido em 2022 aos empresários Joesley e Wesley Batista.
De acordo com a empresa, o processo de avaliação seguiu os padrões de governança internos, que incluem revisões técnicas, econômicas e financeiras. A mineradora não detalhou valores ou condições discutidas, mas reiterou que eventuais decisões de alocação de capital precisam atender a critérios rigorosos de retorno sobre investimento e compatibilidade com a estratégia de longo prazo.
“Decisões quanto à alocação de capital seguem rigoroso processo de avaliação, incluindo aspectos técnicos, econômicos e financeiros, e são tomadas em conformidade com as políticas e regras de governança da Vale”
Segundo informações publicadas na imprensa, a Vale estudava a recompra de parte ou da totalidade do complexo em Corumbá. O ativo foi repassado em 2022 ao grupo controlado pelos irmãos Batista, que na época buscavam diversificar seus negócios além do setor de proteína animal. Fontes do setor apontam que a oscilação nos preços internacionais do minério de ferro e desafios logísticos na região podem ter pesado na decisão da companhia de não seguir adiante.
Corumbá concentra reservas significativas de minério de ferro de alto teor, mas depende de infraestrutura fluvial no rio Paraguai para escoamento da produção. A hidrovia sofre restrições sazonais por conta do regime de chuvas no Pantanal, fator que afeta a competitividade em comparação com minas localizadas próximas a portos marítimos.
Analistas destacam que a Vale mantém foco em projetos considerados estratégicos, como a expansão dos sistemas Norte e Sudeste, além de iniciativas em minerais estratégicos para transição energética. A não continuidade do negócio em Corumbá, portanto, estaria alinhada à política de preservar flexibilidade financeira e priorizar ativos de maior sinergia operacional.
A companhia segue monitorando oportunidades no mercado global de mineração, mas reforça que eventuais aquisições deverão respeitar limites de alavancagem e critérios de sustentabilidade ambiental e social.
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