Túnel Santos-Guarujá – Na última segunda-feira (13 de abril de 2026), o Banco do Brasil assinou operação de crédito de R$ 2,5 bilhões que garante a participação do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do primeiro túnel imerso da América Latina.
Investimento total e condições do financiamento
A travessia submersa terá 870 metros e custo estimado em R$ 6,8 bilhões.
Do valor global, R$ 2,7 bilhões sairão do governo federal; R$ 1,6 bilhão, da iniciativa privada; e R$ 2,5 bilhões, do governo paulista com recursos obtidos junto ao Banco do Brasil.
O Estado terá 23 anos para quitar o empréstimo, contratado a juros equivalentes ao CDI acrescido de 1,5 ponto percentual.
Estrutura da operação e relevância para o PAC
A operação, estruturada pelo próprio banco e garantida pela União, é considerada um dos maiores projetos de mobilidade urbana de São Paulo e o maior investimento individual do Novo PAC federal.
Cronograma das obras
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a liberação do crédito permite iniciar o canteiro ainda em 2026.

“As obras devem iniciar ainda no ano de 2026 e o prazo para conclusão é de 48 meses, portanto, até o final de 2030”, afirmou o ministro.
Ele acrescentou que há uma pendência burocrática no Tribunal de Contas da União, mas não vê risco de atraso.
“Não acredito que vai atrasar, é uma questão burocrática que a gente está finalizando e não deve atrasar”, completou.
Autoridades presentes
O ato de assinatura contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda Dario Durigan, da presidenta do Banco do Brasil Tarciana Medeiros e do secretário paulista de Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita.
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