Trump oferece ajuda à Venezuela após terremotos matarem 32

Rafael Ramos
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Dois terremotos devastaram a Venezuela, matando 32 e ferindo mais de 700. Trump ordenou prontidão federal para agir caso Maduro aceite o socorro americano.

Os Estados Unidos disseram estar prontos para auxiliar a Venezuela depois dos dois terremotos que atingiram o país em 24/06/2026, deixando pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos. As autoridades norte-americanas destacaram que a oferta de ajuda envolve suporte logístico, médico e equipes de busca e salvamento, caso o governo venezuelano solicite oficialmente a cooperação.

“Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem para agir rapidamente”, afirmou o presidente Donald Trump, acrescentando que os primeiros relatos sobre os tremores “não são bons”.

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Em sintonia com a Casa Branca, o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou a disposição de Washington de enviar recursos à região afetada. O chefe da diplomacia norte-americana declarou que o Departamento de Estado enviará imediatamente especialistas em resgate, suprimentos médicos e assistência humanitária.

“Os EUA estão com o povo venezuelano durante este momento difícil”, disse Rubio ao comentar a situação.

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Segundo o Serviço Geológico local, os abalos registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, com intervalo inferior a um minuto entre eles. O epicentro foi identificado na região central do país e provocou danos consideráveis em diversos municípios. A governadora Delcy Rodríguez relatou que o Estado de La Guaira, vizinho à capital Caracas, concentra o maior número de ocorrências graves, com “dezenas de edifícios colapsados”, situação que levou a administração a classificá-lo como “zona de desastre”.

Em resposta imediata, o governo venezuelano suspendeu as aulas em toda a rede pública e privada, bem como as atividades não essenciais do funcionalismo. Hotéis e abrigos foram colocados à disposição das famílias que perderam suas casas ou tiveram os imóveis condenados. Equipes de defesa civil, bombeiros e voluntários seguem mobilizadas para localizar sobreviventes e oferecer suporte psicológico às vítimas.

Apesar das divergências políticas entre Washington e Caracas, o anúncio de cooperação humanitária foi recebido com agradecimento por organizações não governamentais que atuam no terreno. Especialistas em relações internacionais observam que a tragédia abre uma rara oportunidade para diálogo direto entre os dois governos, ainda que restrito à área humanitária.

Até o momento, o balanço oficial não contabiliza possíveis vítimas em localidades remotas ou em zonas costeiras de difícil acesso, razão pela qual as autoridades venezuelanas mantêm o alerta máximo. Novas atualizações sobre feridos, desabrigados e danos materiais são esperadas nos próximos dias, à medida que as equipes de resgate alcançam áreas isoladas.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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