Sem fixar data para o fim das operações, Trump afirma que os ataques durarão o tempo necessário. Arsenal iraniano já teria sido reduzido, mas conflito deve se estender.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a atual série de bombardeios contra alvos iranianos como um “confronto militar”, mas evitou estabelecer um cronograma para o fim das operações. Questionado nesta segunda-feira (13/07) sobre a duração da campanha, ele afirmou que a ação continuará “pelo tempo que for necessário” para conter a capacidade bélica do Irã.
Segundo o presidente, a ofensiva já teria reduzido “substancialmente” o arsenal iraniano, embora ele reconheça que o país persa “vai continuar lutando por algum tempo”. A declaração ocorre num momento em que a duração do conflito supera, em muito, o planejamento inicial da própria Casa Branca, que previa entre quatro e seis semanas de incursões aéreas.
“Temos de fazer o que estamos fazendo. Reduzimos substancialmente a capacidade deles, mas eles vão continuar lutando por algum tempo”, disse Trump.
O chefe do Executivo americano minimizou o fato de o embate não ter prazo definido. Para comparar, lembrou que tropas dos Estados Unidos permaneceram quase duas décadas no Vietnã, enquanto a atual operação no Oriente Médio completou apenas quatro meses. “Portanto, acho que já fizemos muita coisa”, avaliou.
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Apesar do tom resoluto, Trump forneceu poucos detalhes sobre um eventual plano de saída. Ele ressalta, porém, acreditar numa solução diplomática futura. De acordo com o mandatário, Washington quase concluiu um entendimento com Teerã, mas a iniciativa teria esbarrado em novas exigências da contraparte iraniana.
“É preciso encontrar pessoas que queiram chegar a um entendimento. Tínhamos um acordo com eles há dois dias e, então, eles disseram: ‘Ah, não podemos fechar esse acordo. Precisamos negociá-lo mais um pouco’”, relatou.
Além de reafirmar a disposição para dialogar, o presidente indicou ter deixado instruções claras às Forças Armadas: caso seja alvo de um atentado, a resposta deverá ser imediata e de “ampla escala” contra alvos estratégicos do Irã. A ameaça reforça a tensão regional, que já inclui relatos de ataques a instalações dos EUA no Kuwait e a um navio americano no Golfo.
A ausência de um calendário definido aumenta a preocupação de analistas sobre o risco de escalada. Especialistas lembram que a prolongação das hostilidades pode pressionar aliados europeus e elevar o custo político interno para o governo norte-americano em pleno ano eleitoral. Até o momento, porém, não se vislumbra mudança significativa na estratégia traçada por Washington.
Fontes do Departamento de Defesa afirmam que operações aéreas adicionais permanecem “sob avaliação diária”, enquanto diplomatas buscam apoio no Conselho de Segurança da ONU para endurecer sanções contra Teerã. O governo iraniano, por sua vez, insiste que reagirá a qualquer nova incursão, mantendo um cenário de incerteza para os próximos meses.
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