O contribuinte americano não deve mais bancar sozinho a segurança de nações ricas. Trump cobrou reembolso dos aliados beneficiados pelo poderio militar dos EUA na região do Golfo Pérsico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que Washington deve ser financeiramente compensado pelos países que se beneficiam do aparato militar norte-americano no Oriente Médio. Em declarações feitas a jornalistas, o chefe da Casa Branca voltou a argumentar que a manutenção de tropas e equipamentos na região representa um custo elevado para os contribuintes norte-americanos.
“Quero ser reembolsado porque estamos protegendo uma parte muito rica do mundo”, declarou o presidente, referindo-se a nações aliadas situadas próximo ao Golfo Pérsico.
Segundo Trump, Israel, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos figuram entre os países que se beneficiam diretamente da presença militar dos Estados Unidos. Ele sustentou que, apesar de não considerar indispensável a operação, a continuidade do destacamento é necessária “sob a ótica de proteger aliados”.
Os comentários ocorrem em meio à escalada de tensões com o Irã. Mais cedo, no mesmo dia, Trump anunciou a retomada do bloqueio a portos iranianos e aventou a cobrança de uma taxa de 20% sobre toda carga que transitar pelo Estreito de Ormuz sob proteção norte-americana. O corredor marítimo é responsável por aproximadamente um quinto do petróleo comercializado globalmente e, por isso, é considerado estratégico para a economia mundial.
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Autoridades do Departamento de Defesa não detalharam como seria estruturado o mecanismo de ressarcimento mencionado pelo presidente. Analistas apontam que a proposta exigiria negociações diplomáticas complexas, já que envolve acordos bilaterais de segurança e eventuais ajustes em contratos de venda de armamentos.
Parlamentares democratas e republicanos reagiram de forma diversa. Integrantes da oposição classificaram a ideia como tentativa de “monetizar” a segurança regional, enquanto aliados do governo afirmaram que a medida busca “repartir de forma mais justa” os custos de operações navais e aéreas no Oriente Médio.
O discurso de Trump reflete uma posição recorrente desde a campanha eleitoral de 2016, quando o então candidato criticou o que chamou de “fardo desproporcional” suportado pelos Estados Unidos na defesa de países aliados. Até o momento, não há confirmação oficial de que algum governo estrangeiro tenha concordado em efetuar pagamentos diretos pelos serviços de proteção oferecidos pelas Forças Armadas norte-americanas.
Especialistas ainda observam que uma taxa compulsória sobre o tráfego no Estreito de Ormuz poderia pressionar o preço global do petróleo, repassando parte do custo adicional aos consumidores finais. A Casa Branca, contudo, argumenta que a cobrança funcionaria como incentivo para que outras nações ampliem sua própria participação nas missões de patrulhamento marítimo.
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