Trump culpa vandalismo por esvaziamento do espelho d’água do Lincoln Memorial

Robson Alves
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O presidente Donald Trump anunciou que o icônico espelho d'água em Washington foi drenado após vandalismos. A obra de revitalização, iniciada em abril, já ultrapassa US$ 14 milhões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o espelho d’água situado diante do Lincoln Memorial, em Washington, foi esvaziado na segunda-feira, 13/07, para reparos emergenciais após supostos atos de vandalismo. Segundo ele, o tanque “será reabastecido e colocado em funcionamento novamente em breve”.

O projeto de revitalização da piscina, iniciado em abril a pedido do próprio presidente, está orçado em mais de US$ 14 milhões. Desde o começo das obras, técnicos relataram problemas como proliferação de algas, água esverdeada, descamação do fundo e reclamações reiteradas de danos provocados por visitantes.

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Na noite de segunda-feira, Trump utilizou a rede Truth Social para explicar a intervenção.

“Esvaziamos hoje o belo ‘Espelho d’Água’ para consertar as cicatrizes e os danos causados por vândalos há duas semanas”, escreveu.

Em outra publicação, o presidente alegou que os rasgos no revestimento tinham “300 jardas de comprimento” — cerca de 274 metros —, dimensão superior às estimativas anteriores fornecidas por ele mesmo. Inicialmente, falara em corte de 80 metros; depois, mencionara uma extensão de 100 metros.

Uma equipe de reportagem que visitou o local no fim da tarde de segunda observou grande parte da água já drenada, com sedimentos, algas e detritos expostos. Contudo, não identificou rasgos extensos na área visível, pois cercas metálicas impediam o acesso a todo o perímetro da piscina.

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O Serviço Nacional de Parques, a Polícia de Parques e o Departamento do Interior foram procurados para confirmar a existência de cortes no revestimento. Até a noite de segunda, não havia resposta oficial. Em declaração a veículos norte-americanos em 05/07, o secretário do Interior, Doug Burgum, disse que o governo poderia provar “sem sombra de dúvida” que os danos decorreram de vandalismo e mencionou fotografias como evidência, sem revelar detalhes.

Pelo menos três pessoas já foram processadas por supostamente remover fragmentos de tinta azul do espelho d’água. Todos se declararam inocentes. Na semana passada, o ex-canoísta olímpico David Hearn, também acusado, negou envolvimento.

Burgum relatou que a drenagem começou após os fogos de artifício de 4 de Julho, data em que resíduos pirotécnicos teriam se acumulado na água. Trump, no entanto, insiste que cortes deliberados e a proliferação de algas foram provocados por “marginais”.

“Esses canalhas que odeiam o país deveriam pagar um preço alto pelos danos causados”, publicou o presidente.

A previsão do governo é concluir os reparos no revestimento impermeável e iniciar o reabastecimento do espelho d’água nas próximas semanas. Técnicos avaliam se será necessário substituir partes do liner instalado em abril, cuja cor foi descrita por Trump como “azul da bandeira americana”.

Inaugurado em 1922, o espelho d’água faz parte do National Mall e recebe milhões de visitantes anualmente. A última reforma completa havia ocorrido em 2012. O novo episódio reaquece o debate sobre segurança patrimonial e a necessidade de monitoramento mais rigoroso na região, especialmente durante períodos de grande fluxo turístico.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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