Os maiores tremores em um século sacudiram a Venezuela na noite de 25 de junho. A comunidade internacional mobilizou equipes de resgate e recursos para ajudar o regime de Maduro a socorrer sua própria população.
Dois terremotos sacudiram a Venezuela na noite de 25 de junho, em tremores já apontados por sismólogos como os mais intensos registrados no país em mais de 100 anos. Minutos depois da confirmação oficial dos abalos, iniciou-se uma rápida corrente de solidariedade internacional. Diversos governos e organismos multilaterais anunciaram o envio de equipes de busca e resgate, suprimentos médicos e apoio financeiro, visando acelerar o socorro às vítimas e restabelecer serviços essenciais.
As Nações Unidas informaram que coordenaram a mobilização de grupos de Busca e Resgate Urbano (USAR) para atuar nas áreas mais afetadas. Dos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio detalhou a composição do auxílio:
“Estamos enviando equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária para atender às necessidades mais urgentes”, declarou.
Pelo continente sul-americano, a Colômbia destacou mais de 60 socorristas e quatro cães farejadores. O Ministério das Relações Exteriores colombiano ressaltou que o grupo leva kits de purificação de água e tendas de campanha, itens considerados críticos nas primeiras 72 horas após desastres sísmicos.
No Caribe, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que profissionais de saúde de seu país já se somaram às brigadas que atuam em hospitais venezuelanos.
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“Profissionais de saúde de Cuba estão cooperando ativamente no atendimento às vítimas”, observou o chefe de Estado.
O Panamá ordenou o deslocamento de equipes do Sistema Nacional de Proteção Civil, enquanto a Espanha confirmou o envio de um hospital de campanha e a liberação de verbas de emergência. A Comissão de Gestão de Crises da União Europeia acrescentou que projetos financiados pelo bloco já prestavam assistência no local antes mesmo do desastre, facilitando a expansão imediata das ações.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum liberou uma força-tarefa composta por socorristas e profissionais de saúde. Da Santa Sé, o papa Leão autorizou um pacote inicial de 100 mil euros para compras de medicamentos.
Entre os países europeus, a França despachou 85 operadores especializados em resgate; a Suíça, 80 socorristas e oito cães; a Alemanha colocou à disposição seis aeronaves A400M para transporte de pessoal e equipamentos; a Itália mobilizou unidades de bombeiros e aviões; e a Holanda confirmou uma equipe de resgate com animais treinados.
Chile e China também manifestaram disponibilidade para colaborar, aguardando apenas a definição de demandas logísticas pelas autoridades venezuelanas.
Especialistas lembram que o apoio internacional é decisivo nos primeiros dias após terremotos, quando ainda há chance de localizar sobreviventes sob escombros. As autoridades locais, por sua vez, pedem doações de água potável, máscaras e materiais de primeiros socorros à medida que os trabalhos avançam.
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