Tempestade nos EUA ameaça jogo que define rival do Brasil na Copa

Rafael Ramos
4 Min Leitura

Chuvas intensas com raios e trovoadas podem adiar Tunísia x Holanda em Kansas City. O confronto, marcado para hoje às 20h, define o Grupo F e impacta diretamente o caminho do Brasil no Mundial de 2026.

Kansas City enfrenta, HOJE, a perspectiva de chuvas intensas acompanhadas de raios e trovoadas, o que pode comprometer o cronograma da partida entre Tunísia e Holanda, válida pelo Grupo F da Copa do Mundo de 2026. O jogo está marcado para as 20h (horário de Brasília), 18h no horário local, no Arrowhead Stadium, casa do Kansas City Chiefs.

De acordo com o serviço de meteorologia Nottus, a previsão indica um acumulado de 25 a 50 milímetros de chuva ao longo da noite e da madrugada. O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos já incluiu o estado do Kansas em área de alerta para possíveis inundações.

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“Condições climáticas adversas, incluindo raios, estão previstas para toda a região. Fiquem atentos às orientações de segurança”, informou o boletim do Nottus.

A administração do estádio adotou medidas preventivas. Em mensagem publicada nas redes sociais, o Arrowhead Stadium orientou torcedores que já estão no local a buscarem áreas cobertas e aguardarem novas instruções.

“Torcedores presentes devem se deslocar para os corredores internos ou outros pontos protegidos, seguindo a sinalização da equipe de segurança”, destacou o comunicado.

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Qualquer atraso interfere diretamente na definição do futuro adversário da Seleção Brasileira na fase de mata-mata. A equipe que avançar deste confronto poderá cruzar o caminho do Brasil nos 16-avos de final, etapa introduzida nesta edição da competição.

O contexto reforça a importância dos protocolos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para condições extremas. As normas determinam a interrupção imediata da partida se houver descargas elétricas num raio de até 16 quilômetros do estádio, com suspensão mínima de 30 minutos.

“Condições climáticas extremas podem justificar a implementação de pausas para resfriamento durante a partida, de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Comitê Médico da Fifa. A responsabilidade pela implementação e controle é do árbitro”, estabelece o artigo 35 do regulamento.

O mesmo procedimento já foi aplicado recentemente. Na segunda-feira, 22/06, o duelo entre França e Iraque, em Filadélfia, foi paralisado por duas horas durante o intervalo devido a tempestade com raios. O placar marcava 1 a 0 para os franceses quando jogadores, torcedores e profissionais de imprensa foram instruídos a se abrigar em áreas internas.

Se o confronto em Kansas City for suspenso, a Fifa costuma remarcar o reinício para o mesmo dia, assim que as condições se tornem seguras, ou, em último caso, transferir para data e horário definidos pela organização em conjunto com as seleções envolvidas. Não há, no regulamento, limite máximo de tempo para a retomada.

Com a possibilidade de atraso, comissões técnicas de Tunísia e Holanda monitoram a situação em tempo real. Ambas as delegações mantêm o aquecimento programado, mas avaliam ajustes na preparação física caso a bola demore a rolar.

Para os torcedores brasileiros, a indefinição significa aguardar um pouco mais para saber quem poderá ser o adversário na próxima fase. Ainda assim, a prioridade declarada pelos organizadores é garantir a segurança de público e atletas.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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