STF rejeita aposentadoria especial para vigilantes e afasta risco de rombo bilionário

República da Verdade
2 Min Leitura

Por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o direito dos vigilantes, armados ou não, à aposentadoria especial. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 13, ao acolher recurso apresentado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Previdência argumentou que a concessão do benefício criaria um impacto potencial de R$ 154 bilhões nas contas públicas em 35 anos. A Corte formou maioria contra o pleito da categoria, revertendo entendimento de 2020 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia reconhecido a contagem de tempo especial para esses profissionais.

Como votaram os ministros

O relator, ministro Kassio Nunes Marques, votou a favor dos vigilantes e foi acompanhado por Edson Fachin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. A divergência foi aberta por Alexandre de Moraes, seguido por Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux e Cristiano Zanin, formando a maioria contrária.

Publicidade

Em seu voto, Moraes citou decisão do próprio STF de 2019, que negara a guardas municipais o mesmo tipo de benefício por atividade de risco. Para o ministro, é “insustentável” sustentar que os vigilantes estejam mais expostos do que os guardas civis municipais.

Achados com desconto Publicidade

Preços vistos na Amazon em 15/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.

Argumentos econômicos

Em nota técnica, o Ministério da Fazenda alertou que estender a aposentadoria especial aos vigilantes, independentemente do uso de arma de fogo, provocaria aumento expressivo de despesas, sem considerar a reposição constante desses profissionais no mercado de trabalho.

Tamanho da categoria

Dados da Polícia Federal apontam aproximadamente 570 mil vigilantes em atividade até o fim de 2025, número superior ao efetivo somado das Polícias Militar e Civil. O segmento registrou crescimento de 10% no primeiro semestre de 2025, com mais de 546 mil trabalhadores vinculados a empresas especializadas.

Com informações de Jovem Pan

Publicidade
Compartilhe essa Notícia
Entre no Grupo de Notícias