STF inicia julgamento sobre lei da igualdade salarial

Paulo Filho
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BRASIL — O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei 14.611, que estabeleceu igualdade salarial entre homens e mulheres.

  • Plenário analisa três ações: uma ADC protocolada pela CUT e duas ADI da CNI e do Partido Novo.
  • A lei, sancionada em julho de 2023 por Luiz Inácio Lula da Silva, alterou a CLT e prevê multa de dez vezes o salário em casos de discriminação.
  • Empresas com mais de 100 empregados deverão divulgar relatórios semestrais de transparência salarial.
  • A sessão foi dedicada às sustentações; votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14).

O que está em julgamento

O plenário do STF analisa três ações sobre a norma: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC) protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) impetradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Partido Novo.

Conteúdo e sanções da lei

A Lei 14.611, sancionada em julho de 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para obrigar empresas a garantir igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

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A norma estabeleceu que as empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade e determinou a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

Sustentações no plenário

Na sessão dedicada às sustentações, representantes de organizações e sindicatos defenderam a manutenção da lei como instrumento de combate à desigualdade.

“É inconcebível que mulheres recebam 20% em média a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio.” — Camila Dias Lopes, advogada e representante do Instituto Nós por Elas

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“Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos.” — Mádila Barros de Lima, advogada da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Os votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14), quando o STF deverá concluir a análise da constitucionalidade da lei.

Acompanhe mais sobre igualdade salarial na editoria de Justiça.

Crédito da imagem: Reprodução / Agência Brasil

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Paulo Filho é contador e especialista em legislação tributária e direito empresarial. Com sólida atuação na área contábil e jurídica, colabora com portais de notícias trazendo análises sobre economia, finanças públicas, tributação e o impacto das decisões jurídicas no cotidiano dos cidadãos e das empresas.
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