BRASIL — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro.
- Em resumo: Moraes só decidirá sobre a operação após ouvir a PGR.
PGR deve opinar sobre tratamento completo
A petição apresentada pelos advogados de Bolsonaro pede autorização para todas as fases do tratamento: exames preparatórios, internação, procedimento, pós-operatório e reabilitação. A intervenção está agendada para 24 e 25 de abril e, segundo a equipe médica, será feita por artroscopia para reparar o manguito rotador e outras lesões.
Conforme o STF, a manifestação do Ministério Público é praxe antes da decisão judicial.
Relatórios médicos indicam melhora, mas dor persiste
Documentos anexados ao processo informam que Bolsonaro, 71, se recuperou de pneumonia bilateral e apresenta melhora nos sistemas pulmonar e digestivo, com redução de falta de ar, cansaço e refluxo.
O laudo ortopédico, porém, registra dores noturnas e limitação funcional no ombro direito; exames de imagem confirmaram lesão de alto grau.
Prisão domiciliar humanitária em curso
Preso há cinco meses, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária de 90 dias, também autorizada por Moraes, para acompanhamento médico. A rotina estabelecida inclui dieta controlada, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora, além de controle de pressão arterial.

A 1ª Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre suposta tentativa de golpe.

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Crédito da imagem: Reprodução / Revista Oeste
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