Sergipanidade marca segunda noite do Festival SE Mapping na Praça Fausto Cardoso

William Kevim
9 Min Leitura

A programação aberta ao público do Festival SE Mapping começou neste sábado, 21, transformando novamente a Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju, em um grande palco de manifestações culturais sergipanas em diálogo com a arte do videomapping. O evento, que teve início na última sexta-feira, 20, é uma realização do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), dentro da programação do Verão Sergipe.

Ao longo da noite, o público circulou entre o coreto sonoro com DJs, a feira de economia criativa, as intervenções visuais e as apresentações de grupos folclóricos e artistas da nova cena musical, em mais um dia de atividades gratuitas no Centro Histórico.

Música sergipana

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A trilha sonora da praça foi 100% sergipana, reforçando a proposta do festival de valorizar a produção local. O coreto sonoro foi aberto pela DJ Dandara, que comandou um set em que mesclou beats eletrônicos, ritmos brasileiros e referências à música feita em Sergipe, aquecendo o público que chegava à feira de economia criativa.

Dentro da programação musical da noite, o cantor e compositor Pedro Lua subiu ao palco acompanhado das participações de Nanda de Aquino e Lari Lima, em um show que reuniu canções autorais e releituras em diálogo com a identidade sergipana.

Para Pedro Lua, o convite para integrar o SE Mapping evidencia o espaço que a produção autoral local vem conquistando no calendário cultural do estado. “É uma alegria enorme fazer parte da programação do SE Mapping, um evento que a gente espera há um tempo, mas que acontece no momento certo, na semana do aniversário de Aracaju, celebrando os 171 anos da nossa capital. A minha música, a minha discografia, os shows que eu faço, estão sempre preocupados em falar sobre a nossa capital, sobre as riquezas culturais do nosso estado, e hoje não foi diferente”, afirmou.

As músicas ganharam novas camadas com as projeções de Júlia Bezerra e Sônia Mellone, que criaram visuais inspirados em paisagens, símbolos e cores de Sergipe, ampliando a experiência sensorial do público nas fachadas históricas ao redor da praça.

Tradição e tecnologia

Um dos momentos mais esperados da noite foi a apresentação “Tradição e Tecnologia”, do Grupo Parafusos, de Lagarto, acompanhada por intervenções visuais de Sarah Ahab. Com mais de um século de existência e reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Sergipe, o grupo levou para a praça toadas, passos e figurinos tradicionais, em diálogo com grafismos e animações projetadas ao vivo sobre o cenário e a arquitetura do entorno.

A mestra do Grupo Parafusos, Maria Ione Nascimento, destacou a importância do momento. “Foi um convite maravilhoso. Ficamos felizes demais por representar a nossa cultura, principalmente o Parafuso, que é uma referência aqui no estado e, também, para a nossa cidade. Estou muito feliz de mostrar para a população e para os visitantes a nossa riqueza sergipana. Foi uma apresentação diferenciada, com uma proposta inovadora para o grupo. Foi lindo”, contou.

O integrante Genisson Fontes destacou a relevância de eventos gratuitos que aproximem o público das tradições. “Foi uma apresentação incrível. Tivemos o público presente nesse evento gratuito, e é de grande importância ter esses eventos justamente porque a gente tem que manter nossa cultura viva, trazer nossos ancestrais, nossa cultura, nossas raízes, para que possam ser representadas aqui no SE Mapping”, afirmou.

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Outro destaque da noite foi a participação do Circo Rueda, companhia com artistas venezuelanos que escolheu Sergipe como casa. O palhaço Vermelho, Tony Aranguren, contou que encontrou em Aracaju um lugar fértil para seguir fazendo arte. “Sou artista circense da Venezuela, venho viajando, e Aracaju é um lugar mágico para fazer arte e cultura. Preferi ficar aqui porque tem muitas propostas lindas, como hoje, que é um dia de muitas luzes, muita fantasia, muita ilusão. Ver as crianças rindo, se divertindo, é o que nos move. Somos o Circo Rueda e somos muito gratos por fazer parte desse movimento”, ressaltou.

Mostra Nacional de Videomapping

Ao longo da noite, duas sessões da Mostra Nacional de Videomapping ocuparam a fachada do Palácio Museu Olímpio Campos e outros pontos da praça, reunindo obras de VJs de diferentes regiões do Brasil. Os trabalhos apresentaram narrativas visuais que vão de paisagens e memórias do interior sergipano a homenagens a figuras históricas, passando por experimentações abstratas que exploram luz, cor e movimento. Em comum, as projeções buscaram estabelecer pontes com territórios, personagens e símbolos que compõem o imaginário sergipano, seja pela pesquisa direta sobre o estado, seja pela leitura afetiva de artistas de outras regiões.

Público aprova

De Aracaju, Simone Prado esperou ansiosamente a realização do SE Mapping e foi conhecer o evento acompanhada dos filhos e vizinhos. “É muito interessante receber esse tipo de evento aqui no Centro. A gente já vinha recebendo outras programações, mas essa, das luzes e da interatividade, é uma novidade. É um evento que a gente esperou desde o ano passado e não aconteceu por conta das condições do tempo, então criou uma expectativa para este ano, e está surpreendente. É maravilhoso ver inovação e tecnologia somadas à cultura, à música e à gastronomia. Acho fundamental trazer vida novamente ao Centro”, avaliou.

Quem também aproveitou as atrações da noite foi a jornalista Gleydeomar Souza, acompanhada da filha. “É muito divertido estar aqui e muito emocionante. É bom porque as famílias vêm com as crianças, veem essa coisa linda, quantas luzes, quantas cores. É importante que esses eventos venham para cá porque a gente valoriza os profissionais, valoriza os artistas da nossa terra e ainda se diverte. Muito bom estar aqui”, considerou..

Festival segue no domingo

O SE Mapping encerra sua programação neste domingo, 22, com mais uma tarde e noite dedicadas à sergipanidade na Praça Fausto Cardoso. A partir das 16h, o público poderá participar do passeio guiado “Rolê Ará”, com roteiro pelo Centro Histórico, seguido de coreto sonoro com o DJ Anderson Jackson, feira de economia criativa e gastronomia, além da reabertura das instalações e intervenções artísticas que ocupam o entorno da praça.

Ao anoitecer, o Barco de Fogo abre as apresentações, seguido da Mostra Nacional de Videomapping, com obras de VJs de Sergipe e de outros estados, e da apresentação “Tradição e Tecnologia” com o Grupo São Gonçalo da Mussuca, de Laranjeiras, em diálogo com projeções ao vivo. O encerramento fica por conta do show da banda sergipana The Baggios, com participações de Anne Carol e Sandyalê e intervenções visuais de Sarah Ahab.

Sobre o SE Mapping

O SE Mapping é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), e integra o calendário do Verão Sergipe.

O evento conta com a participação da Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom), da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), da Secretaria Especial da Cultura (Secult), da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem) e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).

O festival é idealizado e produzido pela Baluart Produtora e pela Agência Ilimitado, conta com o patrocínio da Iguá Sergipe, apoio da Energisa e parceria com o SSA Mapping.
 

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.
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