Sergipe — A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou nesta terça-feira, 12, a XIX Mostra Albertina Brasil – Artes sem Barreiras em alusão à Luta Antimanicomial.
- Evento foi organizado pelo Caps de Nossa Senhora da Glória em parceria com o Pontão de Cultura Albertina Brasil.
- A Mostra reuniu Rede de Proteção Social, saúde, educação, assistência social, Ministério Público, Conselho Tutelar e profissionais da Raps.
- Apresentações artísticas reforçaram inclusão, valorização da cultura popular e a defesa do cuidado em liberdade.
Organização e público
A iniciativa foi promovida pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Nossa Senhora da Glória, unidade gerida pela SES, em parceria com o Pontão de Cultura Albertina Brasil. O encontro reuniu entidades da Rede de Proteção Social, saúde, educação, assistência social, Ministério Público (MP), Conselho Tutelar e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Debate sobre políticas públicas
A ação teve como objetivo discutir políticas públicas de reabilitação psicossocial que utilizam arte, cultura e trabalho para promover cuidado em liberdade e atenção intersetorial.
“O evento trouxe um espaço de discussão sobre políticas públicas voltadas à reabilitação psicossocial por meio da arte, da cultura e do trabalho, com o intuito de mostrar que é possível promover o cuidado em liberdade e fortalecer uma rede de atenção intersetorial e humanizada.” — Suely Matos, coordenadora estadual de Saúde Mental da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes)
Apresentações e inclusão
Grupos como a Companhia de Dança Loucurarte e os Tambores do Sertão fizeram apresentações que, segundo a SES, emocionaram o público e reforçaram a participação social por meio da cultura popular.
“O projeto atua há 14 anos e promove a interação entre pessoas com e sem deficiência, mostrando que todos podem ser reconhecidos, remunerados e aplaudidos como artistas. Percebi que muitas limitações são impostas pela sociedade, principalmente pela falta de acessibilidade e acolhimento e, por isso, é tão importante ter momentos como esse, que discutem a inclusão como o papel-chave para o acolhimento.” — Luiza Margarida, integrante do grupo Loucurarte
Atenção Psicossocial
A Mostra também destacou o Caps de Nossa Senhora da Glória, apontado como o único de responsabilidade direta do Estado, cuja principal diferença é o uso da arte e da cultura como ferramentas terapêuticas para promover inclusão e fortalecimento dos vínculos sociais.
“Ajudamos no processo de cuidado, socialização e fortalecimento da autoestima dos nossos usuários. Aqui, eles não encontram apenas atendimento em saúde mental, mas também um espaço de acolhimento, escuta e pertencimento. As atividades culturais permitem que eles expressem sentimentos, desenvolvam habilidades e reconstruam vínculos com a comunidade. Eventos como a Mostra Albertina Brasil também são fundamentais para dar visibilidade a essa luta e reforçar a importância de um cuidado humanizado e em liberdade.” — Gicelia Andrade, assistente social do Caps de Glória
Para mais informações sobre a atuação da secretaria e programas de saúde no estado, consulte a Secretaria de State da Saúde.
Acompanhe mais sobre saúde na editoria de Saúde. Crédito da imagem: Divulgação / Secretaria de Estado da Saúde
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