Dois homens foram alvo de mandados de prisão por comandar finanças e ações armadas de milícia no Rio. A operação mira estrutura criminosa em Rio das Pedras, Catiri e Catonho.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza HOJE, quarta-feira, 24 de junho, uma operação voltada à captura de dois homens investigados por exercer papéis centrais na arrecadação de cobranças ilegais e na coordenação de ações armadas de uma milícia que atua em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, áreas situadas nas zonas Sudoeste e Oeste da capital fluminense.
De acordo com a investigação, os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos contra Rodrigo Marques Carbone e Luick Ferreira Cabral Pequeno. Os dois são apontados como responsáveis por manter a estrutura financeira do grupo, recolhendo valores de moradores, comerciantes e empreendimentos locais, além de articular, segundo os policiais, a mobilização de integrantes armados em disputas territoriais.
As informações disponíveis indicam que o esquema se apoia em duas frentes: a cobrança de taxas irregulares — prática conhecida como “arrego” — e a intimidação mediante violência ou ameaça. A ação policial de hoje busca interromper esse fluxo financeiro e coletar elementos que fortaleçam o inquérito.
A operação ocorre simultaneamente em endereços ligados aos suspeitos. Equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) participam do bloqueio de vias de acesso e da execução dos mandados. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre apreensões ou prisões.
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Investigadores afirmam que Carbone e Pequeno ocupam posições estratégicas: um deles seria o responsável por autorizar as cobranças e gerenciar a contabilidade clandestina, enquanto o outro organizaria grupos armados que garantem o controle territorial do comércio ilegal de serviços, como transporte alternativo e venda de gás.
Os bairros Rio das Pedras, Catiri e Catonho, citados nas investigações, apresentam histórico de disputas envolvendo grupos paramilitares que exploram atividades econômicas fora da lei. A Polícia Civil sustenta que interromper o setor financeiro dessas organizações é decisivo para reduzir o poder de fogo e o alcance das ações violentas.
Além dos mandados principais, a Justiça autorizou buscas em possíveis endereços comerciais ligados à milícia. Materiais como cadernos de contabilidade, aparelhos eletrônicos e eventuais armas ou munições são alvos prioritários. Os itens apreendidos poderão passar por perícia para confirmar a participação dos investigados.
Em nota, a corporação destaca que a operação integra um esforço contínuo para enfraquecer milícias que atuam na capital e na Região Metropolitana. Novas fases estão previstas, de acordo com o andamento das diligências e da análise do material recolhido.
As autoridades ressaltam que a investigação permanece em curso e que outras informações serão divulgadas assim que o sigilo necessário às apurações for suspenso. A população pode contribuir por meio de denúncias anônimas, reforçou a Polícia Civil.
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