Renúncia de Claudio Castro – A saída do ex-governador do Rio de Janeiro do cargo, para concorrer ao Senado, transferiu o comando do estado ao presidente do Tribunal de Justiça fluminense, desembargador Ricardo Couto, que assume interinamente.
Vaga no Palácio Guanabara
A linha sucessória chegou ao Judiciário porque o vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o posto em 2025 ao ingressar no Tribunal de Contas do Estado, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Rodrigo Bacellar, permanece licenciado.
Bacellar não exerce o mandato desde 10 de dezembro de 2025, após ser preso em 3 de dezembro pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, suspeito de vazar informações sigilosas sobre investigação que envolvia o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias.
Mensagens interceptadas fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou Bacellar da chefia da Alerj.
Eleição indireta em 30 dias
Pela legislação, Ricardo Couto tem dois dias para convocar eleição indireta. Os 70 deputados estaduais escolherão, em até 30 dias, quem completará o mandato-tampão até a posse do próximo governador, prevista para a eleição de outubro.
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Julgamento no TSE
Claudio Castro responde a processo no Tribunal Superior Eleitoral por suposto abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. O julgamento foi suspenso em 10 de março após pedido de vista do ministro Nunes Marques e será retomado às 19h na próxima sessão.
Até agora, o placar está em 2 votos a 0 pela cassação do ex-governador. Mesmo sem mais mandato a ser cassado, Castro pode ser declarado inelegível.
O processo também envolve o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar e o ex-presidente da Ceperj Gabriel Rodrigues Lopes, todos acusados de contratações irregulares na Ceperj e na Uerj.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, a descentralização de recursos teria permitido a contratação de 27.665 pessoas, com gastos de R$ 248 milhões, para obter vantagem eleitoral.
Fonte: Agência Brasil
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