Reino Unido bate recorde histórico de calor duas vezes em um dia

Rafael Ramos
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O calor extremo tomou conta da Inglaterra nesta semana. Wisley e Gosport registraram 36 °C, derrubando pela segunda vez no mesmo dia o recorde de junho que resistia desde 1976.

O Serviço Meteorológico do Reino Unido (Met Office) confirmou que o país voltou a superar, em questão de horas, o recorde de temperatura mais alta já aferida no mês de junho. Os termômetros atingiram 36,0 °C em Wisley, no condado de Surrey, e em Gosport, em Hampshire, ambos no sul da Inglaterra. O registro foi feito durante a tarde, estabelecendo a segunda marca histórica do dia.

Pela manhã, o órgão já havia informado que o recorde de 35,6 °C, datado de 1976, fora superado pela primeira vez quando o mercúrio marcou 35,7 °C. A escalada continuou ao longo do dia até alcançar os atuais 36 °C, agora considerados o novo pico provisório para o mês.

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“As temperaturas continuaram a subir esta tarde e temos agora um novo recorde provisório para junho de 36,0 °C”, reportou o Met Office em nota publicada na rede social X.

Especialistas do serviço meteorológico explicaram que uma massa de ar quente e estacionária, associada a condições atmosféricas de alta pressão, favoreceu o aquecimento intenso. Ainda segundo a agência, as temperaturas excepcionalmente altas deveram manter-se nos próximos dias, particularmente no sul e no sudeste do território britânico.

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Em função do calor persistente, permanecem vigentes alertas vermelhos de saúde pública que cobrem vastas áreas da Inglaterra até quinta-feira. O protocolo recomenda atenção especial a crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, além de incentivar a hidratação constante e a limitação de atividades físicas sob o sol.

Autoridades municipais e serviços de emergência reforçaram orientações para que a população busque locais climatizados durante os períodos mais quentes do dia e verifique regularmente familiares ou vizinhos em situação de vulnerabilidade. Serviços de transporte público também monitoraram o impacto das altas temperaturas sobre trilhos e pavimentação, adotando procedimentos para reduzir riscos de interrupções.

O episódio reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade das cidades britânicas a ondas de calor, fenômeno que tem se tornado mais frequente na última década. Pesquisadores vêm observando que verões mais quentes exigem adaptações urbanas, desde infraestrutura de resfriamento até ajustes em padrões de trabalho e lazer.

Embora a definição do recorde permaneça provisória até a validação final dos dados, a tendência de quebra de marcas térmicas em curtos intervalos tem aproximado os especialistas de um consenso: os meses de verão no Reino Unido apresentam indícios claros de aquecimento progressivo.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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