Real Madrid vale US$ 9,5 bi e domina ranking Forbes pelo 5º ano

Rafael Ramos
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Real Madrid's Brazilian forward #07 Vinicius Junior celebrates scoring his team's fourth goal next to Real Madrid's Moroccan forward #21 Brahim Diaz during the Spanish league football match between Real Madrid CF and CA Osasuna at the Santiago Bernabeu stadium in Madrid on November 9, 2024. (Photo by OSCAR DEL POZO / AFP)

A Forbes confirmou o Real Madrid como o clube mais valioso do futebol mundial em 2026. O gigante espanhol supera rivais com estádio reformado e acordos bilionários.

O Real Madrid é, mais uma vez, o clube de futebol mais valioso do planeta. No levantamento atualizado divulgado no fim de maio pela revista Forbes, às vésperas da Copa do Mundo da América do Norte, a equipe espanhola foi avaliada em US$ 9,5 bilhões e manteve a liderança do ranking pelo quinto ano consecutivo.

O domínio financeiro madrilenho tem múltiplas frentes. A modernização do estádio Santiago Bernabéu transformou a histórica arena em um complexo multifuncional, capaz de receber grandes eventos e atrair público turístico constante. Essa estrutura, somada a acordos comerciais globais, impulsionou a receita da última temporada a US$ 1,265 bilhão — o maior faturamento já medido para uma entidade esportiva desde que a Forbes iniciou o acompanhamento.

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Na mesma lista, o Barcelona recuperou terreno e ultrapassou o Manchester United, assumindo a vice-liderança com uma avaliação de US$ 7,5 bilhões. A revista aponta que reestruturações internas e a imensa base de torcedores explicam a retomada catalã. O United, agora em terceiro, está cotado em US$ 7,2 bilhões, refletindo oscilações de desempenho em campo sem, contudo, abalar a força de sua marca comercial.

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O Top-10 ainda inclui Liverpool (US$ 6,2 bilhões), Paris Saint-Germain (US$ 5,8 bilhões), Bayern de Munique (US$ 5,7 bilhões), Manchester City (US$ 5,5 bilhões), Arsenal (US$ 5,4 bilhões), Chelsea (US$ 4,2 bilhões) e Tottenham Hotspur (US$ 3 bilhões). Todos mantêm receitas expressivas provenientes de direitos de transmissão, patrocínios e bilheteria, fatores decisivos no cálculo de valor de mercado.

O estudo evidencia a supremacia financeira da Premier League. Ao todo, 11 clubes ingleses aparecem entre os 30 mais valiosos, resultado direto da negociação global de direitos televisivos e da elevada renda gerada pelos estádios modernos. Esse cenário cria uma diferença substancial em relação a outras ligas europeias, onde receitas de mídia e patrocínio ainda não alcançam níveis semelhantes.

Outro destaque do ranking é a ascensão norte-americana. Sete equipes da Major League Soccer integram a lista — entre elas o Inter Miami, avaliado em US$ 1,35 bilhão e ocupando a 17ª posição. Segundo a Forbes, a chegada de estrelas internacionais e os investimentos em infraestrutura ampliaram o apelo do futebol nos Estados Unidos, fator relevante em ano de Mundial na região.

Os números reforçam a transformação de clubes de futebol em conglomerados de entretenimento. A capacidade de diversificar fontes de renda e capitalizar a paixão dos torcedores define quem permanece na elite financeira e, por consequência, dispõe de recursos para disputar as principais competições esportivas do mundo.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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