Ransomware tira do ar rede do Centro Médico da Universidade do Mississippi e interrompe atendimentos

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Um ataque de ransomware paralisou, na manhã desta quinta-feira (19), o Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC) e obrigou o fechamento das 35 clínicas administradas pela instituição em todo o estado norte-americano. Sem acesso aos prontuários eletrônicos, médicos e enfermeiros passaram a registrar informações em papel, enquanto a equipe de TI mantém todos os sistemas desligados por precaução.

Com mais de 10 mil funcionários, o UMMC opera sete hospitais e mais de 200 pontos de tele-saúde — entre eles o único hospital infantil do Mississippi e o único programa local de transplante de órgãos e medula óssea. A dimensão da rede amplia o impacto da invasão, que comprometeu o site principal, as linhas telefônicas e demais serviços internos.

Clínicas fechadas e protocolos manuais

Relatos do jornal universitário The Daily Mississippian e do portal especializado BleepingComputer indicam que a administração optou por desligar toda a infraestrutura de TI logo após detectar a violação. Sem os sistemas digitais habituais, consultas eletivas, cirurgias ambulatoriais e exames de imagem foram cancelados. O atendimento de emergência e as unidades de terapia intensiva continuam funcionando, mas dependem de processos manuais para registrar e repassar dados dos pacientes.

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Como o ambiente online permanece fora do ar, os comunicados oficiais estão concentrados nas redes sociais do centro médico, especialmente em perfis no Facebook e no X (antigo Twitter). Nesses canais, a instituição publica atualizações sobre remarcação de consultas e orientações aos pacientes.

Negociação com os invasores

Em entrevista coletiva, a vice-chanceler para assuntos de saúde e reitora da escola de medicina, LouAnn Woodward, confirmou que os criminosos já fizeram contato. “Os atacantes se comunicaram conosco e estamos trabalhando com as autoridades e especialistas nos próximos passos. Não sabemos quanto tempo essa situação pode durar”, declarou.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que o silêncio inicial costuma fazer parte da estratégia dos operadores de ransomware, que preferem negociar o pagamento antes de divulgar qualquer informação.

Atuação de FBI e CISA

A investigação conta com o apoio da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), do Departamento de Segurança Interna e do FBI. Robert Eikhoff, agente responsável pelo escritório do FBI em Jackson, afirmou que recursos federais estão sendo mobilizados para dimensionar o incidente e auxiliar na restauração da rede.

Risco de vazamento de dados

Além da paralisação dos serviços, a preocupação recai sobre a possível exposição de informações sensíveis. Em ataques desse tipo, os criminosos costumam copiar arquivos antes de criptografá-los, ameaçando publicar os dados caso o resgate não seja pago. Segundo Woodward, ainda não há confirmação de que registros médicos ou dados financeiros tenham sido extraídos.

Diante da incerteza, autoridades de segurança recomendam que pacientes e funcionários monitorem movimentações bancárias e fiquem atentos a tentativas de fraude envolvendo dados pessoais ou históricos de saúde.

Com informações de Tecnoblog

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