Nova pesquisa Quaest expõe desgaste dos dois lados: 57% rejeitam Flávio Bolsonaro e 50% recusam Lula. O levantamento, encomendado pelo Banco Genial, acende alerta para 2026.
Levantamento realizado pelo instituto Quaest, divulgado nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, revela que 57% dos eleitores afirmam que não votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL) caso a eleição presidencial fosse hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com rejeição de 50%. O estudo foi encomendado pelo Banco Genial e teve o Grupo Globo como parceiro de divulgação.
O questionário aplicado perguntou aos entrevistados qual seria a disposição de voto em relação a cada nome avaliado. A frase apresentada foi:
“Em relação ao/a [nome do candidato], você diria que…”
As opções de resposta eram “conhece e votaria”, “conhece e não votaria” e “não conhece”. A taxa de rejeição corresponde à soma dos eleitores que declararam “conhece e não votaria”.
Para chegar aos resultados, a Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho de 2026, em 120 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança estatística é de 95%. O registro oficial da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07181/2026. O custo informado do levantamento foi de R$ 433.255,92, valor pago integralmente pelo Banco Genial.
Preços vistos na Amazon em 15/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A sondagem também avaliou o conhecimento dos eleitores sobre os políticos testados. Flávio Bolsonaro é conhecido por 89% dos entrevistados, enquanto Lula atinge 99%. Entre aqueles que conhecem os dois nomes, 32% afirmam que poderiam votar no senador, ao passo que 45% declararam disposição de voto no presidente.
Ao analisar outros indicadores, o instituto observou que a rejeição a Flávio é mais alta entre mulheres (61%) e eleitores do Nordeste (65%). Já Lula enfrenta maior resistência no Sul (56%) e no segmento masculino (53%). Nas faixas de renda, a taxa de rejeição do senador sobe para 64% entre quem recebe acima de cinco salários mínimos. Entre os mesmos entrevistados, Lula registra 57%.
Os resultados reforçam o cenário competitivo previsto para 2026. Na avaliação de analistas consultados pela reportagem, a diferença de sete pontos percentuais entre as rejeições sugere que ambos os pré-candidatos precisarão investir em estratégias para reduzir resistências fora de seus eleitorados cativos. O desafio é particularmente relevante em disputas presidenciais, onde a votação em dois turnos costuma amplificar o peso da rejeição.
A pesquisa não mediu intenção de voto em primeiro turno, mas dados divulgados paralelamente pelo próprio instituto em outras simulações indicam vantagem de Lula sobre Flávio em eventual segundo turno. A Quaest informa que publicará novos cenários de intenção de voto nas próximas semanas.
Apesar de não existir consenso sobre o impacto exato da rejeição no resultado final, especialistas ressaltam que índices superiores a 50% costumam dificultar a conquista de maioria absoluta. Nos ciclos eleitorais anteriores, candidatos com rejeição nesse patamar não ultrapassaram a barreira decisiva do segundo turno.
Os números de rejeição apresentados neste 15 de julho de 2026 mostram, portanto, um retrato provisório do humor do eleitorado. Mudanças no cenário econômico, desdobramentos políticos e o próprio desenrolar da campanha tendem a afetar a percepção dos eleitores até o início oficial da disputa.
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









