Putin promete resposta devastadora após ataques ucranianos em solo russo

Robson Alves
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A guerra escala. Putin avisou que vai retaliar com força 'várias vezes maior' após bombardeios da Ucrânia em território russo. O mundo observa e o risco de escalada global cresce.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta segunda-feira, 13/07, que o país pretende responder aos recentes bombardeios ucranianos em território russo com ações “várias vezes mais poderosas”. A afirmação ocorreu durante visita à exposição “Tudo pela Vitória”, em Moscou, organizada pela Frente Popular, coalizão de entidades próximas ao partido governista Rússia Unida.

“Se continuarem a atacar nossas instalações, a resposta será várias vezes mais poderosa e sua escala apenas crescerá”, afirmou Putin diante de militares e dirigentes locais.

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O alerta surgiu em meio à intensificação das operações de drones conduzidas por Kiev contra alvos estratégicos, como refinarias de petróleo, portos e estruturas logísticas. Autoridades ucranianas informaram que, no domingo (12), 14 embarcações russas foram atingidas no Mar Negro, entre elas 10 petroleiros responsáveis pelo transporte de derivados de petróleo. Os ataques fazem parte de uma série de investidas iniciadas nas últimas semanas e que, segundo analistas de defesa na região, têm buscado afetar a cadeia de abastecimento energética russa.

Fontes próximas ao Kremlin indicaram que o chefe do Executivo russo descartou, por ora, entrar em negociações de cessar-fogo. De acordo com esses interlocutores, a escalada dos ataques de drones reforçou a percepção de que Moscou ainda dispõe de meios para pressionar Kiev no campo militar, antes de retomar qualquer diálogo político.

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Enquanto isso, Washington continua defendendo uma solução diplomática. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na semana passada acreditar em “avanços concretos” nas conversas de paz. Autoridades dos Estados Unidos teriam reiterado a necessidade de contenção, avaliando que novos bombardeios sobre infraestrutura civil podem ampliar o risco de incidente de maiores proporções.

“Ainda vemos espaço para a diplomacia, mas todas as partes precisam mostrar disposição real a compromissos”, disse uma fonte do Departamento de Estado sob condição de anonimato.

Especialistas consultados por centros de estudos europeus observam que a ameaça de retaliação ampliada, vinda de Putin, possui valor estratégico: desestimular operações ucranianas de longo alcance e sinalizar força interna após relatos de escassez pontual de combustível em algumas regiões russas. Esses especialistas, contudo, alertam que a retórica mais dura cria incerteza adicional sobre a segurança de rotas comerciais no Mar Negro, responsáveis por significativo fluxo de commodities agrícolas e energéticas.

Até o momento, não houve confirmação independente sobre o número exato de navios danificados nem sobre vítimas. O governo ucraniano tampouco detalhou eventuais perdas de seus próprios equipamentos durante a operação. Observadores internacionais seguem monitorando satélites comerciais e comunicações navais para verificar os danos reais e possíveis impactos no mercado de energia.

Com expectativas divergentes entre Moscou e Washington, diplomatas europeus planejam encontros técnicos nas próximas semanas para sondar pontos mínimos de consenso. A perspectiva, no curto prazo, é de manutenção do impasse militar, agora marcado pela ameaça de contra-ataques mais severos por parte da força russa.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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