Professora é estrangulada e casa incendiada no RS; polícia investiga crime

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Glória Werkhausen, 44 anos, foi encontrada morta com marcas de esganadura no pescoço em Constantina (RS). Incêndio na residência tentou encobrir o crime, mas bombeiros localizaram o corpo e acionaram a polícia.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga a morte da professora Glória Werkhausen, 44 anos, encontrada sem vida dentro de sua residência na noite de 12/07, na cidade de Constantina. O imóvel apresentava focos de incêndio, controlados pelo Corpo de Bombeiros Voluntários local, que acionou os investigadores ao localizar o corpo da educadora em um dos cômodos.

De acordo com informações preliminares repassadas pela delegacia responsável pelo caso, a vítima apresentava marcas no pescoço compatíveis com esganadura. Um cabo de internet foi recolhido próximo ao cadáver e será submetido à perícia para verificar se foi utilizado no possível estrangulamento ou se estava no local antes do ocorrido. Os laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) devem esclarecer a causa exata da morte e determinar se houve violência anterior ao incêndio.

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“Trabalhamos com a linha de homicídio. Até o momento não há indícios de suicídio nem suspeitos formalizados”, declarou o delegado regional, que coordena a equipe de investigação.

As autoridades descartaram a hipótese de suicídio logo após a análise inicial da cena. Apesar de ainda não haver suspeitos identificados, a polícia coletou imagens de câmeras de segurança da vizinhança e colheu depoimentos de familiares e vizinhos para traçar a dinâmica dos fatos. Também serão periciados aparelhos eletrônicos e registros telefônicos da professora.

Glória Werkhausen lecionava na rede municipal de ensino havia mais de duas décadas e era reconhecida pelos colegas pelo engajamento em projetos pedagógicos voltados à alfabetização. Em razão da morte, a Prefeitura de Constantina suspendeu as atividades escolares da rede municipal nesta segunda-feira, 13/07, como forma de luto oficial.

“Perdemos uma profissional que deixa um legado de dedicação e compromisso”, afirmou o Executivo municipal em nota de pesar divulgada à imprensa.

A administração informou ainda que está prestando apoio psicológico a alunos, professores e familiares. O Sindicato dos Professores Municipais também manifestou solidariedade e cobrou celeridade na apuração.

Vizinhos relataram ter ouvido barulho atípico por volta das 22h de domingo, seguido de cheiro de fumaça. Uma equipe dos bombeiros chegou poucos minutos depois, controlou as chamas e liberou o acesso aos peritos. O relatório preliminar indica que o fogo atingiu principalmente a sala e a cozinha, sem comprometer toda a estrutura do imóvel.

A Polícia Civil solicita que qualquer pessoa com informação relevante procure a Delegacia de Constantina ou entre em contato pelo telefone 181. O sigilo é garantido.

Os investigadores aguardam os resultados laboratoriais para definir os próximos passos. Até a conclusão dos laudos, o caso permanece em aberto.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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