Prisão domiciliar de Bolsonaro – Nesta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra a pena em casa por 90 dias, medida que só terá início após a alta do Hospital DF Star, em Brasília.
Decisão atende a pedido da defesa
Os advogados alegaram que o agravamento dos problemas de saúde do ex-mandatário impede seu retorno ao cárcere. Moraes acolheu o argumento e permitiu a saída do 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo da Papuda, unidade conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro cumpria pena.
Regras da prisão domiciliar
Durante os primeiros 90 dias, o ex-presidente não poderá receber visitas, exceto de filhos, médicos e advogados.
Ele está proibido de usar celular, acessar redes sociais – inclusive por terceiros – e gravar vídeos para a internet.
Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica; em novembro do ano passado, antes da condenação por trama golpista, ele foi preso após tentar violar o equipamento.
Segurança e monitoramento
Moraes determinou que agentes da Polícia Militar façam a segurança da residência de Bolsonaro para evitar fuga.
“Determino proibição de acesso e permanência de quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações de indivíduos em um raio de 1 km do endereço residencial”, escreveu o ministro.
Condenação e histórico
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal sobre a tentativa de golpe e vinha cumprindo a pena na Papudinha.
Saúde do ex-presidente
Internado desde o dia 13 com pneumonia bacteriana, Bolsonaro, de 71 anos, deixou a UTI, mas permanece sem previsão de alta hospitalar.
Na decisão, Moraes afirmou que o presídio dispõe de atendimento médico adequado, porém considerou mais seguro que a recuperação da broncopneumonia ocorra em ambiente domiciliar.
“Durante o prazo necessário para sua integral recuperação, o ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde”, registrou o magistrado.
Possível reavaliação
Ao fim dos 90 dias, a manutenção da prisão domiciliar será reexaminada pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.
Fonte: Agência Brasil
Siga a República da Verdade e entre no nosso grupo exclusivo de discussão política.









