Presidente da Câmara do DF arquiva três pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha

República da Verdade
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O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB), decidiu arquivar os três pedidos de impeachment apresentados contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Nos despachos publicados na edição desta sexta-feira (20) do Diário da Câmara Legislativa, Wellington Luiz informou ter acolhido os pareceres da Procuradoria-Geral da Casa que se manifestaram pelo arquivamento das denúncias.

As representações foram protocoladas no fim de janeiro pelos partidos PSB, PSOL, PDT e Cidadania. Todas tinham como fundamento o escândalo envolvendo o Banco Master e questionavam a tentativa do Banco Regional de Brasília (BRB) de comprar a instituição financeira, operação vetada pelo Banco Central em setembro do ano passado.

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Os pedidos ganharam força depois de o Estadão revelar que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal ter conversado pessoalmente com Ibaneis Rocha sobre a venda da instituição ao BRB. O governador confirmou ter se encontrado com o empresário, mas negou ter tratado da operação.

Wellington Luiz, que pertence ao mesmo partido de Ibaneis e é aliado político do chefe do Executivo local, optou por encerrar a tramitação dos requerimentos na Câmara.

Outras frentes de investigação

Paralelamente às iniciativas na CLDF, os partidos PT, Rede, PDT, PCdoB e PV protocolaram em 26 de janeiro, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma notícia de fato solicitando a apuração de possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa atribuídos ao governador no contexto do caso BRB-Master. As siglas também pedem o afastamento de Ibaneis do cargo para, segundo elas, evitar interferências e garantir a lisura das investigações.

O processo relacionado ao Banco Master tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, depois que o nome do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) apareceu entre documentos apreendidos. A ação deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e chegou ao STF a pedido da defesa de Daniel Vorcaro, que apontou a existência de autoridade com foro privilegiado.

Com informações de Jovem Pan

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