Preço do diesel em alta – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) atribuiu a escalada do valor do combustível a privatizações recentes e a margens de lucro consideradas abusivas em comunicado divulgado à imprensa.
Reajuste nas bombas
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam aumento de 12% no preço médio do litro do diesel S10 entre a primeira e a segunda semanas de março: de R$ 6,15 para R$ 6,89.
Segundo a diretora da FUP, Cibele Vieira, a ausência de controle público sobre distribuição e a necessidade de importar parte do produto favorecem “aumentos abusivos ao longo da cadeia”.
Medidas do governo federal
Para conter a alta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou PIS e Cofins sobre o diesel e concedeu subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.
O governo também propôs que os estados eliminem a alíquota do ICMS incidente sobre o combustível importado.
Mercado internacional
O barril do petróleo Brent foi negociado a cerca de US$ 108 nesta quarta-feira, após alta de 55% em um mês. O Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome.
Preços vistos na Amazon em 10/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, levou Teerã a ameaçar bloquear o Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% da oferta mundial de petróleo, elevando ainda mais os preços.
Refinarias, paridade e reajuste da Petrobras
No sábado (14), a Petrobras elevou em R$ 0,38 o litro do diesel A vendido às distribuidoras, chegando a R$ 3,65. Ainda não há medição do impacto nas bombas.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que, mesmo após o reajuste, o valor praticado pela estatal estava 59% abaixo da paridade internacional. Desde 2023, a companhia adota política que evita repasses imediatos das oscilações externas.
“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois”, afirmou Cibele Vieira.
Privatização contestada
A FUP critica a venda da antiga BR Distribuidora à Vibra Energia, concluída no governo anterior, lembrando que a compradora pode usar a marca BR até 28 de junho de 2029 e que a Petrobras assinou cláusula de não competição.
“Quando o diesel sobe, encarecem transporte, alimentos e a inflação inteira”, alertou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
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