Pré-sal atinge recorde histórico de 3,7 mi de barris por dia

Rafael Ramos
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O Brasil quebrou mais um recorde na produção de petróleo. O pré-sal atingiu 3,7 milhões de barris diários, crescimento de 12% em um ano, segundo a Firjan.

A produção de petróleo oriunda da camada pré-sal registrou, segundo a nova edição do Anuário do Petróleo no Rio, o recorde histórico de 3,7 milhões de barris por dia. O documento, lançado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), aponta crescimento superior a 12% em relação ao volume verificado no ano anterior.

A consolidação do dado reforça a importância do estado do Rio na cadeia nacional de óleo e gás. De acordo com Karine Fragoso, gerente-geral de petróleo, gás, energias e naval da Firjan, o índice refere-se primordialmente à produção que parte das plataformas instaladas em águas fluminenses.

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“Esses 3,7 milhões de barris por dia é o que a gente vem alcançando hoje a partir do Rio de Janeiro”, afirmou a executiva.

Somada à produção de gás natural, a oferta brasileira ultrapassa 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia, colocando o país entre o sexto e o sétimo maiores produtores globais de petróleo e gás combinados. Esse patamar, segundo a dirigente, é sustentado por fatores como estabilidade institucional, ambiente regulatório maduro e ausência de gargalos logísticos relevantes.

O óleo extraído do pré-sal apresenta menor teor de impurezas e é produzido com menor emissão de carbono, características que elevam seu preço no mercado internacional. Fragoso observou que, quando o Brent opera a US$ 100, o barril brasileiro costuma ser negociado acima desse referencial.

“Se a gente está olhando para um Brent a 100, pode ter certeza que o preço que está sendo pago pelo óleo brasileiro é maior do que aquele valor ali”, disse.

Apesar do desempenho expressivo, a gerente da Firjan fez um alerta. O ritmo de consumo das reservas provadas avança mais rápido do que a descoberta de novas jazidas. Para preservar o protagonismo nacional no longo prazo, ela defende a realização de poços exploratórios em bacias ainda subaproveitadas fora do litoral do Rio.

“A gente está acelerando o consumo dessas reservas já comprovadas e não estamos acelerando na mesma velocidade a descoberta e comprovação de novas reservas”, advertiu.

Nesse contexto, a entidade considera essencial que o processo de licenciamento ambiental seja claro e previsível. O anuário dedica um capítulo específico aos impactos da nova legislação ambiental sobre o setor e recomenda ajustes que confiram maior segurança jurídica aos investidores.

Fragoso também rechaçou a ideia de antagonismo entre expansão da produção de petróleo e metas de descarbonização. Para ela, eficiência e integração energética devem caminhar juntas. A executiva citou pesquisas em energia solar e um projeto de eólica offshore em desenvolvimento no Rio Grande do Norte como exemplos de complementaridade entre diferentes fontes.

“Eficiência energética, integração energética, uma fonte não pode ser inimiga da outra; elas têm que cooperar”, concluiu.

Com o recorde anunciado, o desafio imediato do setor passa a ser equilibrar incremento produtivo, descoberta de novas reservas e avanços na transição energética, assegurando ao país posição de destaque no mercado global sem comprometer metas ambientais de médio e longo prazos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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