Valdemar Costa Neto abriu o jogo sobre a composição da chapa do PL em 2026. Para o presidente do partido, Michelle teria perfil para vice, mas a palavra final é de Bolsonaro.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) teria condições de disputar o cargo de vice-presidente da República. A avaliação foi apresentada durante entrevista concedida à emissora GloboNews.
“E vice ela até poderia sair, na minha opinião, não sei na opinião de Bolsonaro. Se fosse o Tarcísio, seria a chapa ideal, pelo que o pessoal falava na época. Mas o Bolsonaro entendeu que tinha que ser o Flávio”, afirmou Valdemar.
Segundo o dirigente partidário, a percepção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o papel político de Michelle é anterior ao atual ciclo eleitoral. Valdemar relatou que, quando sugeriu a candidatura da ex-primeira-dama ao governo do Distrito Federal, Bolsonaro respondeu que ela deveria, primeiro, exercer um mandato eletivo para adquirir experiência administrativa.
“Bolsonaro falou que a Michelle tinha que 1º passar por um mandato para adquirir experiência. Aí, sim, teria condições de disputar um cargo executivo”, complementou.
Apesar da defesa feita por Valdemar, Michelle não aparece entre os nomes cotados para integrar a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O partido ainda não definiu quem ocupará a vice, mas a preferência interna é por uma mulher, estratégia que, de acordo com integrantes da legenda, poderia ampliar a adesão de eleitoras e sinalizar pluralidade na composição.
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Entre as possíveis indicadas estão:
Bia Kicis (PL-DF), deputada de 64 anos, aliada da família Bolsonaro e vista como figura de confiança do grupo. Em 24 de julho, ela se reuniu com Flávio na sede do PL, em Brasília, para discutir cenários eleitorais.
Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa, de 46 anos. Ela integra o núcleo econômico da pré-campanha e mantém interlocução frequente com Flávio desde que atuou no Ministério da Economia durante o governo Bolsonaro.
Júlia Zanatta (PL-SC), deputada de 41 anos, foi a primeira escolha pública do vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) para a vice. Ela representa o segmento mais ideológico do bolsonarismo e já declarou aceitar o convite, caso formalizado.
Simone Marquetto (PP-SP), deputada de 50 anos e católica, é apontada como alternativa capaz de estreitar laços com o eleitorado religioso, área em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem.
Tereza Cristina (PP-MS), senadora de 71 anos, ex-ministra da Agricultura. Seu nome agrada ao agronegócio, setor cortejado por Flávio ao longo da pré-campanha e influente no Congresso.
Dirigentes do PL indicam que a escolha ocorrerá somente após novas pesquisas internas que medirão o impacto eleitoral de cada opção. Até lá, as conversas devem prosseguir de forma reservada, enquanto o partido consolida alianças regionais e define o programa de governo. A expectativa é que o anúncio oficial da composição seja feito no prazo legal das convenções partidárias, previsto para o início de agosto.
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