PGR solicita arquivamento de investigação contra Carla Zambelli por suposta coação ao STF

República da Verdade
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedido para arquivar o inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli por suposta coação e tentativa de obstrução de investigações da Corte.

No documento, enviado na quinta-feira (12), Gonet afirma que as declarações públicas da ex-parlamentar — que prometia agir como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo na articulação de sanções internacionais contra o Brasil — não se converteram em ações concretas. “As diligências investigativas não apontaram efetiva materialização da conduta delitiva”, escreveu o chefe do Ministério Público Federal.

Para o procurador-geral, o fato de Zambelli estar presa em Roma, enquanto seu processo de extradição tramita na Itália, também corrobora o “esvaziamento do potencial delitivo” atribuído a ela. A ex-deputada encontra-se detida desde 29 de julho no país europeu, do qual possui passaporte.

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Parecer da Polícia Federal

Em setembro do ano passado, a Polícia Federal (PF) já havia se manifestado pela inexistência de provas capazes de sustentar a investigação. Segundo relatório da corporação, Zambelli não ultrapassou “o campo da retórica” nem tomou medidas capazes de interferir no andamento de processos na Suprema Corte.

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Trâmite de extradição na Itália

Também na quinta-feira (12), a Corte de Apelação de Roma concluiu a fase de audiência sobre o pedido de extradição encaminhado pelo STF. O tribunal italiano deve reunir-se nos próximos dias para deliberar a sentença.

Zambelli deixou o Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime ocorrido em 2023 e, de acordo com as investigações, cometido a seu mando. Ela viajou ao exterior pouco antes de se esgotarem os últimos recursos contra a sentença.

Com o posicionamento da PGR, cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes decidir se o inquérito será efetivamente arquivado.

Com informações de Jovem Pan

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