PF investiga Campos Neto – A Polícia Federal apura se o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, favoreceu a venda e a reestruturação de ativos vinculados ao Banco Master.
Linhas de investigação
Segundo o portal Metrópoles, os investigadores trabalham com duas hipóteses.
A primeira aponta que diretores do BC teriam induzido Campos Neto ao erro por meio de falsificação de assinaturas e manipulação de documentos.
A segunda considera que ele pode ter identificado sinais de inconsistência nas operações e, mesmo assim, validado a transação.
Arranjo técnico sob suspeita
A PF detectou indícios de um esquema sofisticado que teria driblado auditorias e outros mecanismos de controle do sistema financeiro.
Agentes analisam se uma rede de influência ocultou inconsistências contábeis relevantes, criando aparência de regularidade para obter o aval institucional.
As diligências concentram-se no cruzamento de comunicações internas e na análise de arquivos digitais para rastrear decisões da cúpula do BC.
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Os investigadores também tentam entender por que os processos de compliance falharam diante de uma estrutura considerada robusta.
CPMI do INSS quer depoimento
Na quinta-feira 19, a CPMI do INSS aprovou convites para que Campos Neto e Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, prestem depoimento à comissão.
Os requerimentos, apresentados pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), miram tanto o papel das instituições financeiras quanto a atuação dos órgãos reguladores na explosão dos empréstimos consignados.
A comissão deseja saber como o BC, na gestão de Campos Neto, permitiu que o volume de consignados chegasse a R$ 466 bilhões, acompanhado de um aumento expressivo de reclamações por descontos indevidos.
Fonte: Revista Oeste
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