Pesquisa mostra disputa aberta ao Senado em SP entre Tebet, Marina e Derrite

Rafael Ramos
4 Min Leitura

Levantamento do Paraná Pesquisas coloca os três em empate técnico na corrida pela vaga de São Paulo em 2026. Tebet soma 31,1%, seguida por Marina, com 30,1%.

Levantamento estadual divulgado HOJE pelo instituto Paraná Pesquisas indica que a corrida pela vaga única de São Paulo no Senado, em disputa nas eleições gerais de 2026, está aberta. As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do deputado federal Guilherme Derrite (PP), aparecem numericamente à frente, mas em situação de empate técnico dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais.

No cenário estimulado com 13 possíveis candidatos — em que o entrevistado pôde assinalar até duas opções — Tebet lidera com 31,1% das menções. Marina vem logo atrás com 30,1%, enquanto Derrite alcança 28,2%. Como a diferença entre os três é inferior à margem de erro, o instituto considera que não há, estatisticamente, uma liderança isolada.

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Na sequência, o deputado federal Ricardo Salles (Novo) registra 19,7%. O presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), marca 16,8%. A jornalista e ex-vereadora Soninha Francine (Cidadania) aparece com 5,8%, seguida pelo empresário Geraldo Rufino (Podemos), que obtém 2,8%. Entre os nomes da Unidade Popular, a professora Maíra de Souza soma 1,6% e o metalúrgico Márcio Alves, 1,4%.

Com índices próximos de 1%, figuram a advogada Dra. Eliana Ferreira (PSTU) e o pedagogo Petter Maahs (PCB), ambos com 1,2%. O professor Ednelson Cesaretti (PCO) e o metalúrgico Weller Gonçalves (PSTU) fecham a lista com 1,1% cada. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 9,3%, e 6,3% dos entrevistados declararam indecisão.

O empate técnico reforça a percepção de que a disputa tende a ser acirrada. Em 2026, apenas um terço do Senado será renovado, o que significa que cada estado escolherá um único representante. O assento em jogo hoje pertence a Mara Gabrilli (PSD), eleita em 2018, que cumpre mandato até janeiro de 2027. A candidatura de Tebet surge ancorada no recall de sua participação nas eleições presidenciais de 2022. Marina Silva, por sua vez, tenta converter sua longa trajetória ambientalista em capital eleitoral no estado mais populoso do país. Já Derrite aposta na visibilidade obtida como secretário de Segurança Pública paulista entre 2023 e 2025 e na proximidade com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A pesquisa ouviu 1.680 eleitores presencialmente entre 16 e 18 de agosto. O nível de confiança adotado é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral consta sob o protocolo SP-08913/2026. O instituto afirma ter custeado o estudo com recursos próprios.

Com a campanha ainda em pré-lançamento, partidos planejam convenções para julho de 2026, quando as chapas majoritárias serão oficializadas. Até lá, novas pesquisas devem medir a consolidação — ou não — desse trio de favoritos, enquanto postulantes menos conhecidos buscam ampliar exposição. Analistas avaliam que, num cenário de votos pulverizados, movimentos de alianças partidárias e o desempenho das coligações nas disputas para governo estadual e Presidência podem influenciar decisivamente a reta final.

Na prática, a configuração atual coloca Tebet, Marina e Derrite na condição de protagonistas, mas o quadro permanece volátil. A indefinição sinaliza campanha longa, com possibilidade de mudanças significativas quando começarem debates, inserções de rádio e TV e maior atenção do eleitorado.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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