Levantamento do Instituto Gerp ouviu 2.000 brasileiros e revelou que 55% apontam violência e insegurança como principal problema do país. Entre os nomes citados para enfrentar a crise, Flávio Bolsonaro se destaca.
O Instituto Gerp divulgou em 23/06 os resultados de um estudo de opinião pública que investigou as maiores inquietações da sociedade brasileira e a percepção sobre quem estaria mais apto a resolvê-las. Foram realizadas 2.000 entrevistas presenciais entre 15 e 20 de junho em todas as regiões do País. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
De acordo com o levantamento, 55% dos entrevistados consideram a violência e a falta de segurança o principal problema nacional. O tema aparece com vantagem expressiva sobre a corrupção, mencionada por 40%. Na sequência, falta de hospitais e postos de saúde surge com 23%, seguida por custo de vida (13%), impostos elevados (12%) e carência de escolas ou colégios (12%).
Outros itens listados incluem desemprego (11%), qualidade insatisfatória das escolas (10%), uso de drogas (7%), saneamento básico precário (5%), Cracolândia (5%), abastecimento de água (3%), população em situação de rua (3%) e transporte coletivo ruim (2%). A soma ultrapassa 100% porque os participantes puderam apontar mais de um tópico.
Quando solicitados a indicar o pré-candidato à Presidência mais preparado para enfrentar a violência, 33% apontaram o senador Flávio Bolsonaro (PL). O ex-presidente Lula (PT) foi citado por 28%. Um contingente de 14% respondeu que nenhum dos nomes apresentados consegue lidar com o problema, enquanto 7% disseram não saber ou preferiram não opinar.
No quesito corrupção, o senador também liderou, com 30% das menções. Lula aparece em seguida, com 28%. Outros 20% afirmaram que nenhum dos pré-candidatos apresentados seria competente para combater esse tipo de crime, e 7% permaneceram indecisos.
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O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo Nº BR-09657/2026, conforme determina a legislação vigente para pesquisas de intenção de voto ou que envolvam potenciais candidatos.
Embora a pesquisa foque especificamente em problemas percebidos pela população, analistas destacam que segurança pública e corrupção tendem a influenciar diretamente a formação de voto. A antecedência do processo eleitoral reforça a volatilidade dessas escolhas, e tendências podem se alterar à medida que as campanhas avancem e novas informações cheguem ao eleitorado.
Além dos percentuais, o instituto coletou justificativas espontâneas para as respostas. Violência foi associada sobretudo a crimes patrimoniais, tráfico de drogas e sensação constante de insegurança. Já a corrupção foi vinculada à perda de recursos públicos destinados a saúde, educação e infraestrutura.
“Os dados mostram que segurança pública segue como principal desafio percebido pela população, o que coloca pressão sobre os candidatos para apresentarem propostas concretas e mensuráveis”, afirmou o relatório técnico do Gerp.
O documento enfatiza ainda que o tema saúde, embora apareça em terceiro lugar, continua relevante diante do histórico recente de pandemia e carências estruturais do sistema. A economia, por sua vez, surge de forma fragmentada em menções ao custo de vida, desemprego e impostos.
Especialistas em opinião pública lembram que pesquisas são retratos do momento em que foram aplicadas. Fatores como acontecimentos políticos, variações econômicas e crises regionais podem redefinir prioridades ao longo dos próximos meses.
Com o cenário eleitoral em formação, o instituto planeja novas rodadas de entrevistas para aferir a evolução das percepções da sociedade sobre problemas nacionais e a confiança nos postulantes ao Planalto.
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