Levantamento Genial/Quaest revela amplo apoio popular ao fim da escala 6×1. Apenas 22% são contrários. O dado acende o debate sobre impactos econômicos para empresas e trabalhadores.
Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho, mostra que a maior parte do eleitorado brasileiro apoia mudanças na jornada semanal. Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados se dizem favoráveis à extinção da escala de trabalho 6×1 (seis dias de atividade para um de folga). Do total, 22% se declaram contrários à alteração, enquanto 4% não possuem opinião formada e 5% não souberam ou preferiram não responder.
O estudo também investigou como os cidadãos pretendem utilizar o tempo livre caso a mudança venha a ser aprovada. Entre os favoráveis, 53% afirmam que usariam as horas adicionais para descansar e conviver mais com a família. Outros 13% dizem que buscariam uma segunda fonte de renda e 12% afirmam que dedicariam o período extra a estudos e qualificação profissional.
Questionados sobre a percepção de carga horária, metade dos entrevistados (50%) acredita que efetivamente trabalharia menos horas por semana se a escala 6×1 fosse eliminada. Já 45% avaliam que não haveria redução prática e 5% não opinaram.
A mesma sondagem abordou iniciativas recentes do governo federal. Sobre o programa Desenrola 2.0, lançado em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 66% dizem conhecer a proposta e 34% relatam desconhecê-la. Entre os que têm ciência do programa, 55% o consideram uma boa ideia, 21% avaliam negativamente e 20% veem a iniciativa como algo que “ajuda um pouco”.
Preços vistos na Amazon em 09/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Apesar da avaliação majoritariamente positiva, 87% informam que não foram beneficiados pela nova fase do Desenrola, enquanto 12% afirmam ter sentido algum impacto. Dentre aqueles que perceberam efeitos diretos, 35% relatam aumento significativo de renda, 33% não notaram diferença e 31% dizem ter registrado crescimento modesto.
O instituto também mapeou o perfil de endividamento: 47% relatam possuir poucas dívidas, 21% muitas dívidas e 31% afirmam não ter débitos. Outros 1% não responderam.
A pesquisa verificou ainda a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Para 65% dos entrevistados, a medida não trouxe benefícios diretos; 32% declaram ter sido contemplados e 3% não responderam. Entre aqueles que se dizem beneficiados, 39% não viram alteração na renda, 35% notaram aumento modesto e 24% perceberam ganho significativo.
Ao todo, 2.004 eleitores com 16 anos ou mais foram ouvidos entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07181/2026.
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