Passagem aérea bate R$ 632 e encarece 11% em maio, aponta Anac

Rafael Ramos
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Voar ficou mais caro para o brasileiro. A tarifa média doméstica subiu 11,2% em maio frente a 2025, pesando no bolso de quem precisa viajar.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou HOJE, 24/06/2026, os dados consolidados sobre o mercado de transporte aéreo doméstico em maio de 2026. Segundo o órgão regulador, a tarifa aérea real média alcançou R$ 632,53, representando aumento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o valor fora de R$ 568,96. Frente a maio de 2024, a elevação foi de 7,3%, já descontada a inflação medida pelo IPCA. Os números consideram apenas o preço do transporte aéreo, sem incluir taxas aeroportuárias e demais encargos.

Apesar do avanço na média geral, quase metade dos bilhetes comercializados em maio permaneceu abaixo de R$ 500. De acordo com a Anac, 49,1% das passagens foram vendidas por menos de R$ 500, sendo 20,7% até R$ 300 e 28,4% na faixa entre R$ 300 e R$ 500. Na outra ponta, 5,4% dos passageiros pagaram mais de R$ 1.500 pelo trecho.

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“Os dados confirmam que o mercado ainda oferece opções acessíveis, mas o impacto dos custos operacionais puxa a média para cima”, enfatizou a área técnica da agência no relatório publicitário divulgado HOJE.

O principal fator de pressão continua sendo o preço do querosene de aviação (QAV). A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que o litro do combustível foi comercializado a R$ 6,46 em maio de 2026, alta de 68,5% ante maio de 2025 e de 44,4% frente a maio de 2024.

“Com a disparada do QAV, o insumo passou a responder por 45% dos custos operacionais das companhias”, calculou a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

O encarecimento acompanha a volatilidade internacional do petróleo Brent, pressionado pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Para mitigar o repasse ao consumidor, o governo federal zerou, em abril, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre importação e comercialização de QAV. Originalmente válida até 31/05, a desoneração foi prorrogada até 31/07. A estimativa inicial de impacto fiscal era de R$ 79 milhões em dois meses; o valor final dependerá do volume efetivamente negociado.

Mesmo diante de passagens mais caras, a demanda permaneceu aquecida. Entre janeiro e maio de 2026, as companhias aéreas transportaram 42 milhões de passageiros em voos domésticos, avanço de 6% sobre os 39,8 milhões registrados em igual período de 2025. Trata-se do melhor resultado para os cinco primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2000.

Analistas do setor veem espaço para novas pressões sobre tarifas caso o petróleo siga volátil. Ao mesmo tempo, consideram que a procura deve continuar forte enquanto renda e emprego sustentarem o apetite por viagens.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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