Parcerias externas – Nesta quarta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que acordos com outros países estão garantindo ao Brasil novas tecnologias, investimentos e postos de trabalho, mas advertiu que interesses políticos podem comprometer a continuidade desses ganhos.
Visita à fábrica da CRRC
Lula esteve na unidade da China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC) em Araraquara (SP), onde a empresa chinesa instala uma planta para produção de trens.
“Precisamos de parceiros dispostos a trazer ao país tecnologias que ainda não dominamos”, declarou o presidente.
Capacitação de profissionais
Segundo Lula, o sucesso das parcerias depende de mão de obra qualificada. Ele antecipou intercâmbio de trabalhadores:
“Muitos brasileiros vão à China e a outros países para se aperfeiçoar, e técnicos estrangeiros virão ao Brasil para consolidar essas tecnologias”, acrescentou.
Aporte do BNDES
Durante a visita, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou R$ 5,6 bilhões para a mobilidade urbana paulista.
Do total, R$ 3,2 bilhões correspondem à segunda parcela do financiamento público destinado ao Trem Intercidades Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas, e R$ 2,4 bilhões irão para a expansão da Linha 2 do Metrô.
“Se o povo precisa do projeto, nós temos de fazê-lo”, ressaltou Lula ao comentar o trem que atingirá até 150 km/h.
O presidente do banco, Aloizio Mercadante, disse que a estratégia é usar o poder de compra do Estado para reindustrializar o país.
“Queremos ver carteiras de trabalho assinadas e os trabalhadores entrando na fábrica”, pontuou Mercadante.
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“Fluxo livre” nas cidades
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comparou a mobilidade ao princípio da acupuntura chinesa.
“O que estamos fazendo é garantir fluxo livre nas cidades, na região, no estado”, comentou Alckmin.
Ele também destacou que não haverá despesas com desapropriações porque todo o trajeto entre São Paulo e Campinas pertence ao governo federal.
Planos da CRRC
O presidente da CRRC Brasil, Li Bangyong, disse que a empresa pretende se tornar fabricante nacional.
“Esperamos transformar uma fábrica chinesa em brasileira, convertendo tecnologia chinesa em tecnologia brasileira e impulsionando a economia”, afirmou Li.
A CRRC é a maior fabricante de trens do mundo e considera sua instalação no Brasil estratégica para o desenvolvimento econômico, industrial e logístico. A produção no país está prevista para começar no segundo semestre de 2026.
Fonte: Agência Brasil
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