Otan apura ataque iraniano à base militar de Diego Garcia

Robson Alves
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Otan – O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, declarou que ainda não há confirmação de que a base conjunta Reino Unido-Estados Unidos em Diego Garcia, no Oceano Índico, tenha sido alvo de mísseis intercontinentais lançados pelo Irã.

Em entrevista concedida à emissora CBS News, Rutte afirmou que a aliança militar “está investigando” as informações divulgadas por fontes militares norte-americanas anônimas.

Capacidade balística em debate

Questionado sobre o alcance dos armamentos iranianos, o chefe da Otan disse que Teerã estaria “muito perto” de possuir capacidade balística intercontinental. Ele acrescentou que, caso o ataque a Diego Garcia seja confirmado, “significa que eles já possuem essa capacidade; se não for verdade, sabemos que estão muito perto de tê-la”.

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Negativa de Teerã

O governo iraniano rejeita a acusação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, classificou a hipótese de ataque como “falsa bandeira” destinada a incriminar o país.

Teerã mantém a posição de que seus mísseis alcançam, no máximo, 2 mil quilômetros, distância inferior à que separa o Irã da ilha de Diego Garcia.

Baqaei argumentou que até o próprio secretário-geral da Otan teria evitado endossar “desinformação” sobre a autoria iraniana do disparo.

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Israel adverte Europa

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, utilizou as notícias sobre o suposto ataque para alertar que quase toda a Europa estaria ao alcance de mísseis de Teerã.

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“Isso significa que os únicos três países europeus fora do alcance dos mísseis balísticos iranianos são a Islândia, a Irlanda e Portugal”, afirmou Sa’ar.

Posição britânica

O Reino Unido confirmou que instalações militares em seu território vêm sendo usadas pelos Estados Unidos em operações de “autodefesa coletiva” que visam a degradar locais de lançamento de mísseis no Estreito de Ormuz. A decisão motivou críticas do ministro iraniano das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, que acusou o premiê britânico Keir Starmer de “colocar vidas britânicas em perigo”.

Avaliação da inteligência dos EUA

Embora Washington sustente que o Irã busca desenvolver mísseis capazes de atingir território norte-americano, a diretora da Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, declarou ao Senado que tal tecnologia poderia ser alcançada “antes de 2035”, caso o país decida prosseguir nesse caminho.

Segundo Gabbard, as estimativas estão sendo revisadas devido aos danos provocados à infraestrutura balística iraniana durante o atual conflito.

Fonte: Agência Brasil

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.
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