Moro apoia Flávio Bolsonaro – O senador Sergio Moro afirmou que pretende impulsionar, no Paraná, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, com a meta de superar a votação recebida por Jair Bolsonaro em 2022.
Alinhamento no Partido Liberal
O posicionamento foi exposto em entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, logo após a filiação de Moro ao Partido Liberal (PL). Segundo o parlamentar, a sigla o procurou e ofereceu a legenda.
“Compartilho princípios e valores com o PL e, acima de tudo, sou ‘Fora, Lula’. Flávio é um candidato forte, já consolidado no campo da direita”, declarou.
Parceria no Senado
Moro e Flávio dividem o comando da Comissão de Segurança Pública da Casa; o filho do ex-presidente ocupa a presidência e Moro, a vice. O senador elogiou o colega:
“Convivi com ele no Senado. É preparado, firme e mais sereno”, disse, acrescentando que Flávio se empenha em acabar com a “mão na cabeça de bandido”, expressão usada para criticar o governo Lula.
Palanque paranaense
Em 18 deste mês, o PL decidiu apoiar Moro no Paraná para garantir um palanque a Flávio. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, justificou que o partido não poderia terminar o pleito com “zero votos” no estado.
Moro minimizou antigas trocas de críticas com Valdemar ao afirmar que divergências devem ficar de lado em prol de projetos para o país e para o Paraná.
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Projetos estaduais
O senador reforçou que seu foco imediato é a disputa pelo governo paranaense. A chapa prevê Deltan Dallagnol e Filipe Barros para o Senado e terá Edson Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Paraná, como pré-candidato a vice-governador.
“Queremos valorizar o setor privado, cortar gastos, reduzir impostos e resgatar o combate à corrupção a partir do Paraná”, afirmou.
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Moro disse não se considerar adversário do governador Ratinho Jr., que desistiu de concorrer à Presidência para concluir o mandato estadual.
Críticas a projeto sobre misoginia
Durante a entrevista, o senador classificou como “mal construído” o projeto de lei, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que equipara misoginia a racismo e prevê pena de dois a cinco anos de prisão. O texto foi aprovado no Senado por 67 votos e seguiu para a Câmara dos Deputados.
“A liberdade de expressão está em risco. Feminicídio e violência doméstica já são crimes; o projeto não define bem os conceitos”, criticou.
Moro informou que a oposição tentou inserir emenda para deixar a redação mais clara, mas não conseguiu apoio suficiente.
Fonte: Jovem Pan
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