Um petroleiro foi atingido por um míssil próximo à costa de Omã, no estratégico Estreito de Ormuz. O Reino Unido confirmou o incidente e investiga a origem do projétil. A rota é vital para o abastecimento global de petróleo.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou nesta terça-feira, 14/07, que um petroleiro que navegava pelo Estreito de Ormuz pela rota sul, próximo à costa de Omã, relatou ter sido atingido por um míssil. O incidente, segundo a agência marítima, ocorreu a 13 milhas náuticas — cerca de 24 quilômetros — a sudeste de Limah, em território omanense, e foi comunicado inicialmente às autoridades na segunda-feira, 13/07.
De acordo com o UKMTO, equipes especializadas estão analisando os dados enviados pela tripulação para confirmar a natureza do projétil e avaliar possíveis danos estruturais à embarcação. Não houve registros imediatos de vazamento de carga ou feridos entre os tripulantes.
“As embarcações são aconselhadas a navegar com cautela e informar qualquer atividade suspeita ao UKMTO”, orientou a autoridade marítima em comunicado distribuído aos operadores de navios-tanque que costumam cruzar o corredor.
O órgão britânico também relatou que, na mesma segunda-feira, outro petroleiro comunicou ter sido atingido por um “projétil desconhecido” a 40 milhas náuticas (aproximadamente 74 quilômetros) a nordeste de Qalhat, também em Omã. Até o momento, não foi possível identificar se há conexão operacional entre os dois episódios.
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Os relatos sucedem uma série de ocorrências registradas nas últimas semanas na principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio. Estima-se que cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo atravesse diariamente o Estreito de Ormuz, o que torna a área estratégica para a segurança energética global.
Durante a madrugada desta terça-feira, a agência estatal iraniana Fars noticiou que as Forças Armadas do Irã atingiram dois “superpetroleiros rebeldes” que, segundo Teerã, teriam ignorado sucessivas advertências de suas patrulhas navais. O governo iraniano não apresentou imagens nem identificou as bandeiras das embarcações, mas afirmou que os navios estavam “operando fora dos protocolos de segurança” ao entrarem nas águas patrulhadas pelo país.
Em outra frente, a Fars relatou que equipes iranianas resgataram 23 tripulantes estrangeiros após a colisão entre um navio graneleiro e outra embarcação ao norte da Ilha de Qeshm, no mesmo estreito. O casco do graneleiro teria sido perfurado, levando o capitão a ordenar o abandono emergencial. Todos os tripulantes foram transferidos para instalações médicas em Qeshm; o estado de saúde deles não foi detalhado.
Especialistas em segurança marítima observam que o aumento das tensões na região eleva o risco de interrupções no fluxo de hidrocarbonetos e pressiona os custos de seguro de embarcações. Para analistas consultados, qualquer escalada pode afetar o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional de energia.
Até a última atualização do UKMTO, as investigações permaneciam em curso e não havia confirmação oficial sobre autoria dos ataques. Navios que planejavam cruzar o estreito foram aconselhados a rever rotas ou reforçar protocolos de autoproteção.
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