Misoginia equiparada a racismo: Senado aprova projeto

República da Verdade
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Misoginia equiparada a racismo – Em 24 de março de 2026, o Senado aprovou projeto de lei que classifica o ódio ou a aversão a mulheres como crime de racismo, transformando a prática em infração grave.

Penas ampliadas

Hoje, atos de misoginia costumam ser enquadrados como injúria ou difamação, com detenção de dois meses a um ano. Caso a proposta altere a legislação, a punição passará a reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

Autoria e resultado da votação

O texto foi apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PSD-MA) e relatado por Soraya Thronicke (Podemos-MS). A matéria conquistou 67 votos favoráveis entre os 68 senadores presentes.

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Reações nas redes sociais

Parlamentares de direita protestaram contra a mudança. Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como “inacreditável” e “aberração” e prometeu atuar para derrubá-lo.

“Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, escreveu Ferreira no X em 25 de março de 2026.

O deputado Mario Frias (PL-SP) chamou a proposta de “mordaça ideológica”, alegando que qualquer crítica a mulheres poderá ser rotulada como racismo e que o texto busca “criminalizar o homem por ser homem”.

Júlia Zanatta (PL-SC) afirmou que o objetivo não seria proteger homens ou mulheres, mas “corroer o vínculo entre ambos e dissolver a família”.

Votos favoráveis na oposição

Apesar das críticas, figuras da oposição apoiaram o texto. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, votou a favor. Damares Alves (Republicanos-DF) também apoiou a iniciativa, embora tenha alertado para possível restrição à liberdade de expressão e lembrado que responde a processo por misoginia.

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Sergio Moro (União-PR) endossou a aprovação, mas chamou o projeto de “mal construído”.

“A liberdade de expressão está de fato em risco no país e, infelizmente, não havia margem para que o texto fosse rejeitado ou alterado”, declarou Moro em entrevista à Jovem Pan.

Ele acrescentou que a oposição tentou apresentar emenda para esclarecer pontos do projeto, mas a sugestão foi rejeitada.

Próximos passos

Após a aprovação no Senado, a proposta segue para análise da Câmara dos Deputados. Se não sofrer mudanças, será encaminhada à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: Jovem Pan

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