Lula quer ajudar Venezuela enquanto brasileiros sofrem com crise

Rafael Ramos
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Após terremotos que mataram 32 na Venezuela, Lula aciona o Itamaraty para avaliar ajuda ao país de Maduro. A prioridade do governo gera questionamentos sobre o uso de recursos públicos brasileiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou ter solicitado ao Itamaraty uma análise sobre possíveis medidas de assistência humanitária à Venezuela, que foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na quarta-feira, 24 de junho de 2026. Segundo o último balanço divulgado por Caracas, ao menos 32 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas.

Em mensagem divulgada na rede social X, Lula declarou ter recebido as notícias “com grande preocupação e consternação” e destacou que a Embaixada do Brasil em Caracas já acompanha a situação.

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“Determinei ao Ministério das Relações Exteriores que, em coordenação com nossa representação diplomática, avalie de que forma o governo brasileiro pode contribuir para a recuperação das áreas afetadas desse país irmão”, escreveu o presidente.

No mesmo comunicado, o chefe do Executivo brasileiro expressou solidariedade à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, filiada ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). A líder assumiu temporariamente a chefia do governo durante a ausência do presidente Nicolás Maduro, detido nos Estados Unidos desde maio, e trabalha na coordenação das ações emergenciais.

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Rodríguez confirmou que o Estado costeiro de La Guaira, vizinho à capital, concentrou os maiores danos. De acordo com a dirigente, há “dezenas de edifícios colapsados” e a região foi classificada como “zona de desastre”. Como medida preventiva, o governo suspendeu as aulas em todo o território nacional, interrompeu atividades não essenciais do serviço público e disponibilizou hotéis e abrigos para famílias que perderam suas residências ou tiveram imóveis comprometidos pelos abalos.

Os dois tremores ocorreram com menos de um minuto de intervalo, fato que, segundo especialistas locais, potencializou o impacto nas estruturas já fragilizadas pelo primeiro sismo. Equipes de resgate continuam mobilizadas em busca de sobreviventes entre os escombros, enquanto hospitais da capital e de cidades vizinhas operam em regime de emergência para receber feridos.

Tradicionalmente, o Brasil fornece apoio logístico e material a países vizinhos em situações de catástrofe natural. Caso se confirme a necessidade, a ajuda poderá incluir envio de suprimentos médicos, equipes de busca e salvamento, além de mantimentos básicos. Entretanto, o Palácio do Planalto aguarda o parecer técnico do Ministério das Relações Exteriores antes de detalhar qualquer operação.

Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. O consulado geral recomenda que residentes e turistas mantenham contato para informações atualizadas e sigam as orientações das autoridades locais.

O Itamaraty deve concluir sua avaliação preliminar nos próximos dias, ocasião em que apresentará ao presidente um conjunto de possíveis ações de cooperação. Enquanto isso, Brasília segue monitorando os desdobramentos na Venezuela, reforçando a disposição de colaborar na redução dos impactos humanitários deixados pelos terremotos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.
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