Nova pesquisa Genial/Quaest revela que Lula amplia vantagem em simulação de 2º turno. Flávio Bolsonaro perde um ponto e preocupa o campo conservador às vésperas de 2026.
O instituto Genial/Quaest divulga nesta quarta-feira (15) os cenários mais recentes para uma eventual eleição presidencial de segundo turno. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Declararam voto em branco, nulo ou intenção de se abster 14% dos entrevistados, enquanto 4% permanecem indecisos.
Em comparação com a pesquisa publicada em junho, Lula oscila positivamente um ponto percentual, saindo de 44% para 45%. Flávio Bolsonaro recua de 38% para 37%. Ambas as variações estão dentro da margem de erro, fixada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O instituto testou ainda outros três possíveis adversários do presidente. Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula mantém os mesmos 45%, enquanto Caiado alcança 36%. Nesse cenário, votos nulos, brancos ou abstenções chegam a 15%, e os indecisos permanecem em 4%.
Quando o oponente simulado é o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o petista registra novamente 45% das preferências, ante 35% de Zema. A parcela que pretende anular ou deixar de votar totaliza 16%, e os indecisos seguem em 4%.
Em uma disputa com o coordenador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos (Missão), Lula obtém 45%, enquanto o adversário marca 33%. Nessa hipótese, 18% optam por voto em branco, nulo ou abstenção, e 4% não souberam responder.
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Para construir o levantamento, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho, por meio de abordagem presencial em todo o território nacional. O estudo apresenta intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.
Os dados indicam estabilidade no quadro eleitoral, com o presidente mantendo vantagem confortável sobre cada um dos possíveis adversários testados. Ao mesmo tempo, a soma de indecisos e de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo continua expressiva, sugerindo espaço para movimentos durante a campanha oficial.
Analistas ponderam que o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda trabalha para ampliar sua taxa de conhecimento entre o eleitorado nacional. Já Caiado, Zema e Renan Santos buscam consolidar chapas competitivas em seus respectivos campos partidários antes de eventual confirmação de candidaturas.
Apesar das oscilações marginais, a repetição de 45% para Lula em todos os cenários reforça a percepção de um núcleo duro de eleitores fiéis. Por outro lado, a oposição se mostra fragmentada, dividindo preferências entre nomes de partidos diferentes.
Com a corrida eleitoral ainda em fase de articulações preliminares, a taxa de indecisos e de potenciais abstenções merece atenção. A consolidação de alianças, o desempenho em debates e a exposição na propaganda gratuita tendem a influenciar esses grupos nos próximos meses.
Especialistas ressaltam que pesquisas refletem o retrato do momento e podem se alterar conforme fatores econômicos, sociais e políticos avancem. A base de dados divulgada HOJE, contudo, direciona estrategistas de campanha na definição de discursos, agendas regionais e estratégias de mobilização.
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